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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Colagem Ipsílon


No sábado passado, enquanto lia o suplemento do Público "Ipsílon", reparei que ando mesmo afastado do mundo da música. Com a temporada de festivais de verão, nomes que passam na publicidade e que muito poucos conheço. Achei piada às fotos desses grupos nos artigos do jornal. A postura, as caras, as expressões.

Lembrei-me de fazer um apanhado de quase todas as caras e personagens que encontrei o suplemento e resolvi fazer uma colagem. Mais de metade não os conheço e não coloquei os mais conhecidos no papel. Gostei do conjunto e ocupou-me o tempo da "siesta" no domingo.
Gosto de ver o esforço dos grupos de músicos a tentarem ter uma postura de grupo que mais ninguém faz igual. E adorei ver as cenas do colectivo de teatro. As expressões fortes em plena cena e que apelavam a alguma criatividade com a tesoura e o tubo de cola.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ainda temos alguma privacidade?

Por vezes quando desenho pessoas nos transportes públicos, penso no que achariam se soubessem que estão com a sua imagem no caderno de um estranho. Procuro ser discreto e muitas vezes não desenho a cara, mas fica-me sempre a sensação de invasão de privacidade. Por outro lado quando desenho e alguém ao lado espreita, está a invadir a minha privacidade, mas nesse aspecto deixo a pessoa à vontade a ver. Claro que também poderá pensar que se calhar já foi apanhado no caderno alguma vez.


Esta reflexão vem a propósito de duas notícias recentes. Uma no DN sobre o pedido por parte do FBI dos dados dos Bilhetes de Identidade dos Portugueses e da base de dados de ADN de Coimbra. Como têm encontrado algumas dificuldades junto da União Europeia, procuram fazer acordos com alguns dos países. Em troca oferecem alguma facilidade na entrada de cidadãos nacionais nos EUA. A outra notícia é do Público e refere um estudo sobre o desleixo dos portugueses com a privacidade no Facebook.

Chego à conclusão que o FBI ainda não percebeu que não precisa dos dados do BI, que tem muito mais informação na Rede social da moda e nem precisa de estar com acordos com o nosso governo. Afinal, do BI ficam a saber se somos solteiros, a nossa altura e que temos um dedo grande. Do Facebook, fotos da praia, relações conjugais ou até nossa escola/empresa ficam a saber.
Ainda me lembro de uma Rede onde se colocava os locais onde cada um fazia sexo. A criatividade tem como limite os servidores mundiais.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

De comboio, de autocarro, de táxi...

Impressionante como nos últimos dias, a Europa voltou ao século XIX, em termos de transportes. De um momento para o outro, uma nuvem vulcânica vem pôr à prova as fragilidades dos transportes actuais.
Pode ser uma amostra do que poderá ser um futuro sem combustível para os aviões.

Mas tem sido interessante a criatividade e o engenho, que tal como no ditado é aguçado pela necessidade. Pessoas que alugam táxis, pedem para ir de pé nos comboios, fazem dezenas de horas em autocarros pela Europa, tal como o fez a comitiva do Presidente da República, vinda de Praga e que deu notícia, todo o fim-de-semana.

O comboio está a ser o transporte preferido, primeiro porque é mais barato e mais rápido. Mas também tem limite e as viagens vão esgotando de lugares, tal como refere no Público. Na CP devem estar a pensar aonde desencantar mais comboios.
É também um quebra-cabeças, para os viajantes que fazem contas ao dinheiro, horários e mudanças de troços para chegar do ponto A ao B. Ou ainda passar em C, D, J ou W, para chegar a B.

Se a situação piorar, teremos grupos a pé a atravessar fronteiras, como faziam as legiões romanas em deslocação para as batalhas.
Tal como diz George Steiner no livro A ideia de Europa, " a paisagem a uma escala humana que possibilita a sua travessia" e que "A cadência e a sequência do pensamento e sensibilidades europeus são, pedestres"

Quanto a mim, prefiro o comboio. O melhor transporte para viajar. Já fiz um périplo por Itália que recomendo, mas sem a pressão da nuvem islandesa.

Não sei se o mapa está actualizado, mas pode ser consultado aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

BUZZ BUZZ

Nasceu mais uma rede social. Esta é do Google para enfrentar o Facebook. Hoje ao final do dia, quando ia ver os mails no Gmail, levei logo com o BUZZ. De acordo com o jornal i o Gmail vai dar lugar ao Google Buzz e assim, obrigatóriamente já estamos inseridos em mais uma rede social. Vamos poder saber onde estão geográficamente os nossos seguidores e eles a nós. O mundo está a ficar pequeno.
Tem sido uma competição pelas redes. Quem ganha os potenciais milhões com os milhões de utilizadores? Até agora tenho gostado muito do Facebook, mais adulto que o hi5, de que nunca fui grande adepto, mas estou curioso nas diferenças que este irá oferecer em relação ao Facebook.
Neste momento quem quer estar à tona dos acontecimentos, tem de estar no Twitter (tenho pouca paciência!), Facebook, ter conta no Gmail, no Linkedin para assuntos profissionais e mais uns quantos de temáticas mais específicas.

Já imaginam a lista de passwords e users que temos de ter na cabeça para fazer o Login a eles todos? Eu voltei a usar agendas em papel para registar todos os acessos e para evitar de ter passwords iguais, mas cada vez fica mais dificíl corrê-los a todos.
Não contando em ser fã de tudo o que é grupo, petições, séries de televisão... Seguidor de centenas de coisas e diáriamente aceitar convites de amizade de amigos de amigos de amigos. Cansa!
Estou a ver o aparecimento de Gestores de redes sociais tal como já fazem os vips e as celebridades. Ainda vai dar que falar, tal como dizem os americanos, buzz.

Apanhei o cartoon daqui, sobre como seriam as redes sociais se fossem personagens.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Grande Reportagem de volta!

Ontem em conversa ao almoço, falávamos do Miguel Sousa Tavares e seus comentários n'A Bola. O meu colega dizia-me que ele vai recomeçar na SIC e escrever no jornal i. Achei curioso e fui pesquisar. Como gosto do jornal em questão pelo seu formato, layouts e entrevistas procurei saber de que forma é que o MST irá participar. Mais umas crónicas como no Expresso? A ideia parece, passa por assumir a edição de 4 a 6 páginas no jornal com reportagens de fundo, conforme divulgação. Mais um desafio para um jornal que se procura afirmar pela diferença e uma experiência renovada para o escritor.

Lembrou-me a revista "Grande Reportagem" de que eu gostava, que segundo notícia do Público, também se prepara para regressar em 2010. Uma excelente revista que faz falta no mercado que cada vez mais se especializa.
Aproveito para recomendar um livro e uma revista:
O livro "Grande Reportagem" é da Oficina do Livro e junta uma série de excelentes trabalhos de grandes repórteres.
A revista é a espanhola "Altäir", difícil de encontrar, mas tem grandes reportagens sempre sobre um determinado país a cada 2 meses.
A ver se corre bem o projecto num jornal que tem surpreendido pela positiva e uma revista que renascerá no próximo ano e que espero com bastante expectativa.

O meu agradecimento a este blogue de onde retirei a capa da revista.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Depois de 20 anos, não se aprendeu nada!

Lembro-me da queda do muro, tinha 15 anos e na altura não percebi muito bem o que se passava, o significado de toda aquela festa. Ninguém conseguiria prever todo o desenrolar de acontecimentos.
Soube agora que o derrube do muro, que hoje faz 20 anos, foi por mero erro do porta-voz do governo da RDA ao referir-se que as fronteiras estariam abertas nesse momento. Esse momento foi ao final da tarde, à noite já estavam de picaretas a mandar o muro da vergonha abaixo.
28 anos durou aquela linha que separava os bons dos maus, conforme o ponto de vista, de quem via do Leste ou Oeste. O simbolismo da queda é hoje relembrado, mas fica apenas uma festa bonita no centro da Europa.
Em pleno século XXI continuam experiências com muros um pouco por todo o mundo. Parece que ninguém aprende com estes exemplos históricos e voltam a fazer os mesmos erros. Até os Estados Unidos estão a fazer um muro na fronteira com o México.
Estudem a história do Muro de Berlim, vejam as consequências nas populações que sofrem com as separações, com os problemas diplomáticos, com as dificuldades económicas nas transacções entre países.
Um muro por maior, mais alto, mais protegido, não trava os anseios de quem fica aprisionado e todos os dias vê aquela barreira estúpida e irracional. Seja por túneis, por escadas, por contrabando, por corrupção dos guardas fronteiriços, haverá sempre pessoas a sofrer para ultrapassar aquela barreira. Para uns é tapar os olhos à miséria e os famintos que estão do outro lado, para outros é o acabar das esperanças por um lugar melhor para viver e trabalhar.
Muros em Israel e na Palestina (acho curioso a frase que lá colocaram)
entre os EUA e o Méxicoou mais recentemente entre a Índia e o BangladeshE para quê este esforço? E se um dia, os norte-americanos precisarem de refúgios no México para milhares de pessoas? Terão uma barreira na fuga. A história é feita de ciclos, mas, nós temos memória curta e esquecemo-nos de olhar para os exemplos de trás. O Expresso mostra o mapa mundo com todos os muros.
20 anos passam sobre a queda de um muro, mas os estragos ficaram na cabeça de quem viveu esses dias e agora tem de se adaptar. Recomendo um filme excelente sobre isso "Adeus Lenin".
Fotos daqui, daqui, daqui e dacolá.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Falhanço sem explicação!

A parte psicológica voltou a vencer a física. A saltadora russa Yelena Isinbayeva, campeã do mundo e olímpica, detentora do record do salto à vara, falhou todos os saltos da prova de ontem. Ela bem chorava e tentava perceber o que havia falhado. Dizia que se sentia a 100% na forma física e mesmo assim o falhanço aconteceu.
Fez-me lembrar a prova da Naide Gomes nas Olimpíadas de 2008. Também não havia conseguido saltar sem pisar no sítio certo, na prova de salto em comprimento.
Os resultados só se conseguem com a conciliação de 2 factores, físico e psicológico. Em menor escala também sinto essa diferença nas minhas idas para o ginásio. Há dias que parece que a força e a velocidade ficaram em casa, noutros dias é o contrário. Tem tudo a ver com a cabeça. Uma cabeça a 100% transforma-nos em superherois e conseguimos maiores proezas, à nossa escala, claro.
O maior desafio para a atleta russa será o de ultrapassar este problemas. Os próximos saltos terão de sair melhor de modo a ganhar a confiança. Sem confiança, toda a técnica ficará desajeitada e vai parecer que nem correr bem consegue.
Já o Fernando Mamede ficava com as pernas presas nas provas mais importantes. A pressão psicológica é como um Adamastor na cabeça de um atleta. Sentir milhões a verem cada movimento que o atleta faz.
No domingo vi a prova dos 100m com uma excelente prova de Usain Bolt e aqueles minutos antes da prova eram um desafio aos nervos dos atletas. Não paravam quietos. Anos de trabalho decididos em menos de 10 segundos. É muita pressão para uma pessoa normal. Eles... eles são super-atletas!
Notícia no Público.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cão-de-água "Português"

Este cartoon vinha no Expresso sobre o cão-de-água português do Presidente Obama. Como sempre a visão dos americanos sobre Portugal é sempre exacta. Não sei se o Grimm, a personagem do cartoon está vestido como Andaluz ou Alentejano, mas serve para consumo interno.
Este cão deu-nos tanta projecção mundial, que os espanhois já estão a aproveitar, como neste notícia do El Mundo. O Ego espanhol vem logo a puxar os seus galões e a falar na raça ibérica do cão-de-água. E que o cão-de-água espanhol é mais pequeno e causa menos alergias que o português, ideal para uma das filhas do Obama, que sofre mais de alergias.
Pelo menos o "Bom dia" não está em espanhol. Acho que Portugal já se vai afirmando neste mundo... Pelo menos no mundo dos Cartoons!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Obesos vão pagar a dobrar nos aviões

A United Airlines decidiu cobrar um bilhete extra a pessoas obesas que viajem nos seus aviões.
A empresa afirma que passageiros que não consigam baixar o braço da cadeira ou apertar o cinto devido ao volume do corpo, tenham de comprar 2 bilhetes.
Concordo com a decisão. Casos de pessoas que tiveram de viajar ao lado dessas pessoas acabaram por ficar lesionadas com a posição incómoda.

Não acho que seja discriminação, mas apenas tornar mais cómoda a viagem a todas as pessoas. Especialmente nos Estados Unidos que o número de pessoas obesas vai sendo maior, torna-se vital estudar estes casos. Há-de chegar a um ponto que juntam os obesas e os dispersem pelo avião, de maneira a mantê-lo equilibrado.
Também não gostaria de viajar de lado para que outra pessoa se possa sentar e mais o seu excesso de peso. Já basta o que se sofre em alguns assentos no Metro e nos autocarros.
A figura foi tirada daqui.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Limites Humanos

Notícia do DN de hoje. "A partir de amanhã, seis homens vão estar isolados do mundo exterior durante 105 dias.
Os investigadores vão cumprir a primeira parte da simulação de uma viagem tripulada a Marte que vai durar na totalidade 520 dias. A Rússia acolhe a missão que vai estudar o comportamento dos homens que vão ser filmados 24 horas por dia".

Este desafio de ir para o espaço vai ser duro para o homem. Psicologicamente. Já todos assistimos aos comportamentos das pessoas em "Big brothers" e vemos como tudo pode descambar em mentiras, discussões e porrada. Imaginem agora, um grupo de pessoas a viajar para Marte numa missão 2 anos de ida e volta e o facto de não poderem ir espairecer na piscina ou no jardim. É de dar em maluco!
Ou colocam os astronautas em sono profundo durante a viagem, como nos filmes, ou então a nave nem chega lá. Não vejo que possa ser possível manter um grupo de pessoas confinadas num espaço do tamanho de vários contentores, sem que haja problemas psicológicos. Nestas experiências, pode-se sempre interromper, mas quando for a sério? E já agora, qual a equipa ideal? Tudo homens? Tudo mulheres? Igual número de homens e mulheres? Se for possível o sexo no espaço, ainda o ambiente se aguenta ou pelo contrário há guerra entre eles. Nas próximas décadas não deveremos sair deste planeta...
Figura: dailygalaxy.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dia Oficial para Namorar!

No próximo sábado, 14 de Fevereiro, é o dia de São Valentim, mais conhecido como o dia dos namorados. Mais um dia oficial para o comércio poder enfeitar as lojas e conseguir vender mais uns postais e umas almofadas em forma de coração.
Eu não ligo muito a este dia. Prefiro ir contra-corrente e oferecer o que me vai na alma, noutros dias do ano.
Quando andava na faculdade, ao pé existia uma florista que neste dia tinha uma fila de homens à espera de comprar o desejado ramo de flores. Desejado por obrigação, porque bem pensado não iriam em rebanho comprar ao final do dia. Outro aspecto é o de jantar nesse dia. É só casais e acaba por ser um ambiente estranho. Parece que muitos já estão desabituados destas coisas e acabam por ter uma refeição muito aborrecida. E alguns locais que fazem umas sangrias especiais, uma sobremesa diferente em forma de coração e uns menus muito românticos.
As clássicas reportagens com entrevistas às pessoas que namoram, aos mais velhos que ainda dizem namorar. Acaba por ser um dia diferente.
Quando é um dia de semana, o casal acaba por só se encontrar ao almoço ou ao final do dia, mas este ano é num sábado e vai haver muito homem que não terá paciência para um dia inteiro.
Vi no Expresso, uma notícia sobre um casal de namorados que ganhou o Euromilhões em 2007 e ainda estão a discutir pelos 15 milhões. Entretanto separaram-se e o caso foi para tribunal. Neste aspecto, o dinheiro arruína mesmo qualquer namoro juvenil. Os pais também entraram nas decisões e agora o cenário ficou mesmo feio. Para este casal, o dia dos namorados vai ser bem diferente. Não tivessem ganho o prémio ainda estariam juntos?
Namorem todos os dias, que o 14 de Fevereiro é o namoro do comércio aos consumidores.
A belíssima ilustração é do desenhador Enki Bilal.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Israel 0 x Palestina 0

Tenho assistido por estes dias às notícias sobre a operação que Israel mantém para acabar com o Hamas. Tem sido difícil seguir o rasto do acontecimento do início ao fim. Primeiro, porque é um conflito histórico que poucos sabem como se tem desenrolado ao longo dos anos, segundo, porque é um conflito sem solução à vista. Todos são culpados e todos são inocentes. Os inocentes conseguimos saber quem são, os culpados é que são tantos e tão poucos que não saberemos distinguir. As opiniões são diversas, mesmo ao nível nacional, dão imensas discussões sobre a origem e a solução para o conflito. Algumas dessas opiniões podemos ler no Público.
Aproveito para recomendar um excelente filme palestiniano "Paradise Now" de 2005 sobre um dos lados do conflito. A história de 2 amigos que não vêm futuro na Palestina e são chamados para serem homens-bomba. A força do filme está nos pensamentos deles nas 48 horas antes do atentado. O futuro, as famílias, o desespero que se cruzam nas cabeças deles e que resultarão na decisão de cada um no cumprimento da tarefa que se propuseram.
É apenas uma visão, um ponto de vista. Haverá outros. Quanto melhor informados, melhor perceberemos o conflito e as causas.
Mas espreitem aqui e procurem o filme em DVD.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Carrinho de compras online

No Público de hoje vem uma notícia sobre um estudo da Google Portugal. O estudo aponta para as viagens como o mais procurado e adquirido pela internet. É natural que as múltiplas ofertas que surgem online motivem a uma olhadela para promoções e produtos em cima da hora. O estudo indica que o gasto médio nas compras é superior ao efectuado fora do nosso computador. A comodidade da compra e a melhor segurança facilitam a utilização desse meio.
As viagens que fiz nos últimos 2 anos foram todas adquiridas online. Sentado à secretária, consigo fazer a pesquisa, tirar dúvidas e efectuar o pagamento. O grande problema que encontro é mesmo o da múltipla escolha. Há tantos sites de agências, intermediários, companhias de aviação, publicações, que temos mesmo de fazer um filtro à pesquisa. Como tempo vamos refinando essa pesquisa nos motores de busca (o Google é mesmo a referência!). No inicío colocávamos "viagens" ou "low cost" e saíam milhões de respostas. Felizmente, há bons serviços que surgem e que nos indicam os melhores links.
Mas, o nosso país nesse aspecto ainda é de uma dicotomia generalizada em relação à compra de produtos de lazer e cultura. Muitos comprarão viagens, livros, bilhetes, mercearia pela internet e muitos ainda optarão pela ida à loja, às bilheteiras, aos hipers e às agências de viagens com aqueles posters enormes com paisagens dos trópicos, da praia e da montanha, porque esse cenário impulsiona a viajar. Haverá também o meio termos de ir aos locais pesquisar e depois encomendar online.
Nos próximos anos, o crescimento da Net deverá passar pelo aparecimento de melhores filtros e serviços de apoio à pesquisa. Os utilizadores também são um pouco preguiçosos...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Relações virtuais com pessoas reais

Uma japonesa de 43 anos foi presa na semana passada por ter "assassinado" o seu "marido" num jogo chamado "Maple Story". Achei curiosa a notícia sobre a vingança virtual de uma mulher que soube do seu divórcio virtual que o seu
"marido" de 33 anos, que participava com outro personagem virtual.
Os jogadores, neste jogo podem arranjar
relações, conviver com outras personagens e lutar contra monstros.
A mulher pode apanhar até 5 anos de cadeia ou uma multa até 5000 dólares. Ela ficou furiosa quando soube que estava divorciada que foi à password dele e entrou no jogo de modo a poder matar a personagem, o avatar.
O homem queixou-se à polícia da morte do seu avatar e agora esta vingança do mundo virtual pode ter consequências na vida desta pianista.Não se sabe se esta mulher, provavelmente solteira na vida real, pode passar para a realidade, a sua vingança sobre este homem.
Com estes jogos sobre o mundo virtual, há pessoas que não distinguem e passam para a realidade o que
experimentam no mundo virtual.
Quando se dizia antes das pessoas que cuscavam sobre a vida do padeiro ou da cozinheira, que não tinham vida própria, hoje se pode dizer das pessoas que arranjam personagens em jogos virtuais, para poderem experimentar novas vidas, com outras características ou fazer o que não podem na vida real.Simulações de grandes vidas para não pensar nas tristes vidas reais é um problema social que no futuro poderá ter maiores consequências.
Pensar que um dia estaremos a tomar um copo, a conversar ou noutras acções, com pessoas do qual conhecemos o "boneco" e que podem escrever qualquer coisa como se fosse os próprios pensamentos. Traír o conjuge num mundo virtual equivale a fazer o mesmo na vida real??

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Kindle e Readius vão ser as nossas estantes?

Na Feira de Frankfurt, que decorre por estes dias, discute-se o futuro do livro. Li no Público que o futuro passa pelo livro em formato digital. Foi apresentado mais um gadget para a leitura de textos que também é um telemóvel, o Readius. Mais uma tentativa para cativar leitores. A possibilidade de andarmos com centenas de livros na mão e lermos em qualquer lado é aliciante, mas será agradável estar sempre a carregar as baterias, para continuarmos a ler? Mas também é um enorme alívio para milhares de árvores que são abatidas para imprimir livros em papel. Quando temos centenas de livros em casa a encher de pó e que provavelmente não iremos ler mais, não pensamos que são milhares de folhas que serviram apenas uma vez. Claro que podemos emprestar ou trocar o livro com alguém e de novo o objectivo da leitura volta ao livro. Fala-se que dentro de 10 anos, haja mais livros em formato digital. O Kindle está aí a conquistar adeptos. Faz-se downloads de dezenas de livros e ficam mais baratos a quem os compra. Não pagamos o material, apenas o conhecimento transmitido pelo escritor. Perde-se o hábito de folhear os livros novos, sentir o peso e o cheiro das páginas. Questões que se colocam: Como pedir um autógrafo a um escritor de um livro digital? Quando temos convidados em casa e andam a perscrutar os nossos livros, passamos a ter de os mostrar em lista num ecran?

Como tudo o que é tecnologia acabaremos por nos adaptar e criar novos hábitos. Quem há uns anos pensaria que estaríamos a enviar mensagens escritas por um telemóvel...
Provavelmente o futuro será o de carregar livros em formato digital para um Kindle 5.0 ou um Readius 7.2 e depois esse livro será lido em voz de máquina para podermos continuar a "ouvir" o livro enquanto mandamos mensagens aos amigos ou jogamos on-line. Poderemos assim ir a conduzir em viagens longas e a ouvir um livro à nossa escolha, ou as notícias de um jornal.



Recomendo a leitura do blog Ciberescritas da jornalista Isabel Coutinho sobre este assunto.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Inquéritos de Verão

Inquéritos de Verão... Mais uma tradição que volta às páginas dos jornais, a pedir para que figuras públicas preencham o inquéritos de banalidades ou vaidosices. Há sempre um ou outro, com criatividade para dar umas respostas que nos deixam com um sorriso. Outros, acabam por os preencher com "não me lembro"e "não digo".Os intelectuais respondem sempre com literatura de praia que ninguém conhece e com apreciações demasiado pensadas e de linguagem cara. Calculo que na praia não estejam a ler grandes obras de filosofia, excepto os que estão a estudar para os exames de Setembro. Aí, também se vêm os manuais de matemática.As respostas de alguns são tão cuidadas que parece que estão a preencher o currículo e não um simples questionário. Pode muito bem dizer que gosta da Costa da Caparica ou que anda a ler o Pato Donald. O verão é para espairecer e não fazer o que é rotineiro.
Assim, também eu, coloco um inquérito de verão para quem quiser responder:
- Qual a sua praia favorita?
- Costuma ver os seus mails durante as férias?
- Qual o livro que conseguiu acabar de ler numa praia?
- Quais as melhores férias que já teve? E as piores?
- O que detesta na praia?
- Quando estaciona o carro, coloca-o de frente ou de costas?
- CD, MP3 ou cassete?
- Já foi a alguma praia de nudistas?
- Qual a distância mais próxima que já esteve de uma família barulhenta?
- Da sua família, quem carrega o chapéu? E a geleira?

Obrigado por ter respondido ao inquérito. Tal como nos jornais, também assim encho mais uma página!

Foto: http://www.reghardware.co.uk/2008/03/17/desktop_eee_seen/

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CensurArte


Ao ler hoje a crónica do Ferreira Fernandes no DN, soube que no palácio Chigi, a sede do governo italiano, fizeram uma "pequena" alteração ao cenário da sala de conferências de imprensa.
No início desta semana, a imprensa italiana, noticiou a cobertura de uma mama que surgia destapada na reprodução do quadro do pintor Giovanni Battista Tiepolo "La Verità svelata dal Tempo" do século XVIII.
A intenção não foi de censura ao quadro, mas de não desviar a atenção da imagem do orador, que fica com a dita mama junto da cabeça. Aparentemente, a ex-careca do primeiro-ministro era o principal motivo que os assessores de imagem, alegam para a "melhoria" da imagem do quadro.
Num país que assistiu à pintura de ceroulas nos frescos da capela Sistina, por pedido do Vaticano, acaba por não ser inédito, mas curioso que em pleno século XXI, se assista ainda a estas "melhorias" em obras de arte.
Berlusconi que se mostra normalmente à vontade a falar sobre mulheres e a sua beleza (a célebre escolha de Mara Carfagna para ministra da Igualdade), deveria ter rejeitado esta alteração. Aceitava o peito nu com o mesmo a mesma coerência dos seus discursos e pensamentos ou então mudava de cenário, colocando outro quadro mais de acordo com politicamente correcto da imagem televisiva para as conferências de imprensa.
Por ironia, o primeiro-ministro é dono de cadeias televisivas que mostram frequentemente, em concursos, mulheres com o peito nu. Lembram-se do concurso "Colpo grosso" nos primeiros anos da SIC.
A ver se não começam a querer tapar com gesso, os bustos da República...

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