Relações virtuais com pessoas reais

Uma japonesa de 43 anos foi presa na semana passada por ter "assassinado" o seu "marido" num jogo chamado "Maple Story". Achei curiosa a notícia sobre a vingança virtual de uma mulher que soube do seu divórcio virtual que o seu
"marido" de 33 anos, que participava com outro personagem virtual.
Os jogadores, neste jogo podem arranjar
relações, conviver com outras personagens e lutar contra monstros.
A mulher pode apanhar até 5 anos de cadeia ou uma multa até 5000 dólares. Ela ficou furiosa quando soube que estava divorciada que foi à password dele e entrou no jogo de modo a poder matar a personagem, o avatar.
O homem queixou-se à polícia da morte do seu avatar e agora esta vingança do mundo virtual pode ter consequências na vida desta pianista.Não se sabe se esta mulher, provavelmente solteira na vida real, pode passar para a realidade, a sua vingança sobre este homem.
Com estes jogos sobre o mundo virtual, há pessoas que não distinguem e passam para a realidade o que
experimentam no mundo virtual.
Quando se dizia antes das pessoas que cuscavam sobre a vida do padeiro ou da cozinheira, que não tinham vida própria, hoje se pode dizer das pessoas que arranjam personagens em jogos virtuais, para poderem experimentar novas vidas, com outras características ou fazer o que não podem na vida real.Simulações de grandes vidas para não pensar nas tristes vidas reais é um problema social que no futuro poderá ter maiores consequências.
Pensar que um dia estaremos a tomar um copo, a conversar ou noutras acções, com pessoas do qual conhecemos o "boneco" e que podem escrever qualquer coisa como se fosse os próprios pensamentos. Traír o conjuge num mundo virtual equivale a fazer o mesmo na vida real??

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