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terça-feira, 17 de junho de 2014

Frustração no Mundial


Na segunda-feira, tudo parado a ver o jogo entre Portugal e a Alemanha para o Campeonato do Mundo de Futebol. Esplanadas cheias em frente aos televisores. Vi um pouco da 2ª parte no Terreiro do Paço, quando Portugal já perdia por 3 e com apenas 10 em campo. Frustração geral. Até as raparigas da claque estavam de braços caídos a ver o massacre.
Claro que no fim do jogo surgem logo os protestos contra o árbitro, o calor, a hora...
Apenas tenho uma questão sobre a escolha da base de treinos escolhida - Campinas, no sul do Brasil e os jogos são no Norte. Implicam diversas viagens de avião e mudança de clima para humidades elevadas. Os alemães escolheram bem em ficar em Salvador, tendo mais uma semana de adaptação ao calor.
Claro que são estratégias, mas fazem parte deste jogo que emociona pessoas em todo o mundo e faz vender muitas cerveja. Veremos como corre o próximo jogo com os EUA.
Por enquanto os países ibéricos estão a sofrer com os do norte da Europa, mas os espanhois ainda têm uma coroação do novo rei para quinta-feira. Nós temos um piquenique na Avenida da Liberdade em Lisboa.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Há mais desporto por estes dias sem ser o futebol.

Estamos em plena euforia da seleção nacional de futebol. Empatámos o primeiro jogo e não foi mau para a estreia. Gosto de ver bons jogos de futebol, mas tem sido uma seca a televisão a abusar de reportagens, equipas de jornalistas na África do Sul e para piorar, ver jogos ao som de buzinas. Nem dá para ouvir os cânticos ou mesmo a gritarem por golo, apenas aquele som contínuo.


No meio desta euforia, há uma excelente notícia para o Judo nacional. O judoca João Pina conquistou o ouro (categoria -73Kg) na Taça do Mundo, realizada no Campo pequeno em Lisboa. Como a prova decorreu no passado fim-de-semana, ficou abafada pelo Santo António e pelos jogos do Mundial de Futebol.


O Campeonato do Mundo consegue apagar todos os restantes desportos e até a vida política quase que se esvanece no meio do ruídos das vuvuzelas. Nada como fazer mudanças nos impostos nesta altura de anestesiamento nacional.
Ficam as fotos dos combates do João Pina e lembrar que há mais vida neste planeta de futebol. Só falta um mês.
 
Fotos daqui e mais dados na Federação Portuguesa de Judo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Falhanço sem explicação!

A parte psicológica voltou a vencer a física. A saltadora russa Yelena Isinbayeva, campeã do mundo e olímpica, detentora do record do salto à vara, falhou todos os saltos da prova de ontem. Ela bem chorava e tentava perceber o que havia falhado. Dizia que se sentia a 100% na forma física e mesmo assim o falhanço aconteceu.
Fez-me lembrar a prova da Naide Gomes nas Olimpíadas de 2008. Também não havia conseguido saltar sem pisar no sítio certo, na prova de salto em comprimento.
Os resultados só se conseguem com a conciliação de 2 factores, físico e psicológico. Em menor escala também sinto essa diferença nas minhas idas para o ginásio. Há dias que parece que a força e a velocidade ficaram em casa, noutros dias é o contrário. Tem tudo a ver com a cabeça. Uma cabeça a 100% transforma-nos em superherois e conseguimos maiores proezas, à nossa escala, claro.
O maior desafio para a atleta russa será o de ultrapassar este problemas. Os próximos saltos terão de sair melhor de modo a ganhar a confiança. Sem confiança, toda a técnica ficará desajeitada e vai parecer que nem correr bem consegue.
Já o Fernando Mamede ficava com as pernas presas nas provas mais importantes. A pressão psicológica é como um Adamastor na cabeça de um atleta. Sentir milhões a verem cada movimento que o atleta faz.
No domingo vi a prova dos 100m com uma excelente prova de Usain Bolt e aqueles minutos antes da prova eram um desafio aos nervos dos atletas. Não paravam quietos. Anos de trabalho decididos em menos de 10 segundos. É muita pressão para uma pessoa normal. Eles... eles são super-atletas!
Notícia no Público.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ginásios, fruta da época!

O ginásio onde vou, anda insuportável com tanta gente. O calor a apertar e a clientela a subir. Porque só se lembram de fazer exercício físico nesta altura. Ainda por cima têm de fazer contratos anuais. Esta é a altura de fazer as dietas, correr nas passadeiras que nem loucos (gostam pouco de bicicletas e das máquinas de remo) e encher os balneários. A imagem torna-se o mais importante, os espelhos e as balanças vão ficando gastos do uso. Encontrar um cacifo torna-se um problema e arranjar um espaço para mudar de roupa um desafio. Toalhas, sacos, ténis, tudo tem de caber naquele pequeno espaço. Levamos com o desodorizante do tipo que está ao lado e pedimos licença para nos sentarmos onde estava uma toalha molhada. Quando termina alguma aula é ainda pior. A espera para o duche, os lavatórios ocupados com gente a fazer a barba, pentear, pôr cremes, olhar para a barriga que se mantém fiel à gordura e à procura de definição nos biceps. Com esforço e luzes adequadas, todos parecem atletas.
O ginásio é também uma passerelle. Há que ver e ser bem visto. Calções e tops sensuais e nada de t-shirts a fazer anúncios a tintas ou restaurantes nas costas. Há uma estética que cada ginásio cultiva. Muito suor a escorrer, uns olhares mais demorados e o pessoal se desconcentra a contar as repetições. As passadeiras continuam ocupadas e há que andar de olho no "Leg curl" ou no "Upper back". Mais um dia de suor e de nos queixarmos do peso extra.
Até ao verão, o trabalho é no ginásio. Depois... depois é praia, cerveja, marisco e gelados.

sábado, 14 de março de 2009

Saltar à corda

Faz tempo que não saltava à corda. Outro dia, enquanto trabalhava ao computador, coloquei este vídeo do Yves Larock "Rise up", o grande sucesso de 2007/08 e deu-me uma vontade enorme de saltar à corda. Tenho uma corda que já tinha comprado há uns tempos, naquelas compras desportivas de impulso e que ficam à espera de vontade em casa. Assim, comecei a experimentar saltar, coisa que já não fazia desde a preparatória ou por esses anos. Não é fácil começar, mas a vontade vai aparecendo com os primeiros saltos bons. A sensação de calor e boa disposição em conjunto com uma música ritmada, como esta, produzem um momento de alegria, inspiração e... transpiração, que isto faz aquecer os músculos. Já peguei de novo o bichinho e por estes dias vou treinando os saltos. Deixo a sugestão para todos e para estes dias de sol e calor. Não me canso de ver o teledisco.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Zakumi, a mascote para 2010.

Está escolhida a mascote para o campeonato do mundo de 2010, na África do Sul. Chama-se Zakumi e é a junção de "ZA" para o nome do país e "kumi" que significa 10 em diversos dialectos sul-africanos.


Gosto das cores, o que não é difícil sendo a bandeira bem bonita e ter uma paleta de cores para se usarem em eventos desportivos. O equipamento da equipa de rugby é dos mais vistosos, por exemplo.
Representa um leopardo e dignifica um dos símbolos da fauna sul-africana. A mascote da equipa de rugby, mais uma vez, é um antílope.

Fez-me recordar de algumas mascotes que já representaram campeonatos anteriores. Umas mais bonitas, outras bem feias (a do campeonato de Itália em 1990, na minha opinião, mas ficam como símbolo eterno daquela competição específica. Não gostei das mascotes do campeonato da Europa deste ano. Sem muita criatividade, pareciam uns bonecos de uma marca de chocolate em pó ou de uns cereais.
O primeiro campeonato do mundo que assisti (lembro-me da final) foi de Espanha em 1982. E especialmente dos desenhos animados com a mascote "Naranjito". Adorava os desenhos e tentava copiá-los para os meus cadernos da escola.

Como qualquer herói tinha os seus amigos Citronio (o limão) e a Clementina. Também havia os vilões, Zruspa (com um bigode de malandro), Coco e o Imarchi (o ET robotizado).

Posso ainda recordar da Itália a vencer a final à Alemanha, mas foi o Naranjito que me ficou mais na memória da altura.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A mais bonita de Beijing 2008

Chamou-me a atenção da beleza desta atleta do Paraguai, que ficou esta madrugada em 51ª nas eliminatórias do dardo, em Beijing. Em Atenas tinha ficado em 42ª.
Chama-se Leryn Franco e despertou a atenção da Imprensa internacional na prova. Chegou a concorrer em 2006 no concurso Miss Paraguai.
Por alguns já foi eleita a mais sexy destes Jogos, mas num evento que apura os melhores desportistas do mundo é natural que junte alguns corpos quase perfeitos.
Se nalgumas modalidades, esses corpos são modelos, noutros eles são imperfeitos, mas perfeitos para modalidades que o exigem.
O grande Michael Phelps tem umas pernas curtas relativamente ao corpo, mas essa é a maior vantagem para ele. Um tronco muito comprido é a perfeição na natação.

Numa lista que vi (http://www.webtvhub.com/the-50-most-beautiful-women-of-the-2008-beijing-olympics-sexy-athletic-girls-pictures-and-videos/), a portuguesa Naide Gomes está em 20ª. Só tenho pena de ela ter feito 2 saltos nulos e não ter chegado à final.
A imagem que fica é da beleza do desporto e da beleza dos atletas. Conjugado, é um poderoso meio de cativar mais espectadores e possíveis desportistas. Poderão não chegar à alta competição, mas todos nós podemos modelar o nosso corpo, mantendo-o em forma, tonificado e belo aos nossos olhos.
Não nos iremos esquecer da Leryn Franco que não chegou ao pódio, mas ficou a sua imagem na nossa mente.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images AsiaPac

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Olimpíadas Psicológicas

O atleta Arnaldo Abrantes, esta madrugada, fez a prova dos 200m e ficou pelas eliminatórias. Normal para um estreante e com tão grande qualidade de atletas presentes. Pena, Francis Obikwelu não ter participado, pois acho que esta é a especialidade dele, em vez dos 100m.
Achei curioso, a explicação que o atleta deu por ter feito um tempo longe do que já fez. Diz que bloqueou com a imagem do estádio cheio. Que só havia visto estádios tão cheios, como espectador de futebol.
Esta declaração é semelhante à nadadora Sara Oliveira, que na primeira prova dos 100m mariposa, sentiu o "peso" da assistência e do ambiente olímpico.
A preparação de um atleta não é só física, também deve ser ao nível psicológico. Eles chegam a palcos destes e ficam encolhidos. Sentem-se pequenos e bloqueiam.
A sensação é de que há atletas que vão para os Jogos Olímpicos, como se fossem visitar a Expo 98 e o exotismo das nações e grandes provas desportivas.
É pena, pois acabam por desistir e começam a bloquear toda a carreira do atleta. Sei que no atletismo, em Portugal, a assistência é mínima. Pouca gente assiste às modalidades amadoras e depois em provas internacionais ficam amedrontados com a importância dos jogos e a quantidade de pessoas, tanto nos estádios, como no mundo que estão a assistir. Muita pressão. Um atleta deve-se concentrar na prova, nos adversários e no fim da prova apreciar o espectáculo onde esteve. Na pista, no tapete, dentro da piscina, não há público, apenas atletas.
O caso do Michael Phelps, tem milhões de olhos a vê-lo, é falado em todo o mundo. A pressão sobre o seu desempenho é fortíssima e ele sai de Pequim com 8 medalhas de ouro. Realmente é um atleta do Olimpo e entra para a história.
Quanto aos atletas nacionais é necessário analisar bem a questão psicológica que também afecta alguns futebolistas quando vão a grandes provas europeias. Não sei como seria o comportamento de alguns dos jogadores da selecção se estivessem chegado à final do Europeu. Alguns bloqueariam e ficariam "lesionados" em termos psicológicos. Vemos como ficam quando falham um penalti importante.
Espero que o velocista Arnaldo Abrantes amadureça para os Jogos de Londres em 2012. Merece mais oportunidades pelo trabalho que ele vem desenvolvendo. Meses atrás li uma reportagem sobre ele e o pai que também foi velocista em Seul, em 1988. Há que aprender com os erros e pensar para o futuro.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Judo fora dos Tatames

Tenho assistido à polémica das declarações do judoca português Pedro Dias sobre o seu combate ganho ao campeão do mundo na categoria -66kg, o brasileiro João Derly. A polémica estalou no Brasil, pois em Portugal, a notícia passou ao lado. A fraca prestação dos judocas portugueses tem sido a principal notícia.
A declaração de Pedro Dias sobre uma possível vingança pessoal sobre João Derly, veio agora a ser desmentida pelos 2 atletas, que não entendem a notícia de uma suposta traição do brasileiro com a antiga namorada de Pedro Dias, a judoca portuguesa Joana Ramos. A cada dia que passa, mais personagens entram na história. Sei que é hábito, os portugueses se queixarem sempre das arbitragens, mas usarem a vida pessoal para justificarem vitórias ou derrotas.
Verdade ou não, a justificação para uma possível traição deu força ao português. Pena que ele não tenha arranjado também um bom motivo pessoal que o fizesse ganhar ao norte-coreano Chol Min Pak, que o afastou da competição. A ele e ao João Derly, que o campeão do mundo, aí perdeu também a chance de ser "repescado".
A polémica já se estendeu também à judoca Joana Ramos, que viu a sua página do "orkut" invadida por mensagens ofensivas. Parece que já estamos no mundo do social, em vez do desportivo.
No fim, todos os intervenientes têm de dar explicações à Imprensa e justificarem não só as derrotas, como o que lhes vai na cabeça.
Deixem os atletas à vontade e pensarem no que entenderem para lhes dar força psicológica nos combates, mas não puxem por detalhes que estão fora dos tatames.
Os atletas não têm de pedir perdão por não conseguirem chegar às medalhas desejadas. Já lhes custa suportar as derrotas que não eram esperadas, para ainda terem de justificar as esperanças que o país neles depositaram. Os campeões do mundo têem perdido quase todos. No Judo, as medalhas não são pedidas. Não se trata de melhores tempos ou mais força. Há tantas variáveis que um campeão do mundo não pode chegar às Olimpíadas e pensar que vai ser fácil. O judoca georgiano Irakli Tsirekidz, conseguiu uma medalha de ouro e com todos os problemas que atingem o seu país, este sim teve de fazer vários combates, físicos e mentais.
A ver se este caso, passa à história, para que o Judo seja visto com seriedade e para não denegrir mais a vida pessoal dos atletas. Já lhes custou a derrota.
Curiosamente, a judoca Joana Ramos, venceu a Taça do Mundo do Brasil, numa final com a representante olímpica brasileira da categoria -57kg, Ketleyn Quadros. E esta trouxe de Pequim a medalha de bronze.
Aguardamos para um novo confronto Pedro Dias x João Derly, mas nos Tatames...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Quanto custa a medalha de ouro?

Quanto custa a medalha de ouro? Para quem não é desportista de alta competição, é um motivo de orgulho para o próprio país. Para a Imprensa, é a notícia de primeira página. Para o atleta é o prémio por todo o sofrimento, esforço mental e físico, dedicação completa e principalmente a fama.
Algumas semanas atrás, vi na televisão uma entrevista (confissão...) da ex-atleta Marion Jones. A super atleta dos Jogos de Sydney em 2000, admitira o uso de esteróides e agora esperava um perdão. Levou uns anos, imagino, a dormir mal e com peso na consciência. Assim devolveu todas as medalhas de todas as provas da altura. Desiludiu a família, as pessoas que gostavam dela e da sua personalidade e ficará sempre marcada por esse facto. Tantos anos dedicados ao atletismo e depois não sobra nada. Pela fraqueza da facilidade, da rapidez em conseguir resultados mais rápidos e melhores.
Alguns destes atletas sofrem as consequências no corpo. Deve haver alguns que nunca foram apanhados nos testes do doping, mas levam uma vida mais frágil com problemas cardíacos e musculares.
Já não somos ingénuos a ver o desporto. Ficamos, agora, sempre a desconfiar dos resultados. Quem será o batoteiro? Qualquer dia, a medalha vai parar ao 5º ou 6º classificado, pois os primeiros estarão todos dopados.
Mesmo sem o doping, os atletas das grandes potências terão sempre melhores condições que os países médios ou pequenos. No futuro, a contagem das medalhas não terá sentido. Muitos atletas naturalizam-se em países que oferecem mais e depois que representação será essa?
Imaginem os Jogos Olímpicos com apenas 6 países a competirem, com atletas de todo o mundo naturalizados...
A pressão é cada vez maior para obter melhores resultados, muito dinheiro em jogo. As finais de natação com o grande Michael Phelps têm sido de manhã, para apanhar o fuso horário americano do horário nobre da televisão.
E em Portugal, todos os dias há notícia de quantas medalhas irão os nossos atletas trazer de Pequim. Num país que apenas 12% fazem desporto regularmente, é exagerado exigir estarmos na lista dos melhores. Incentivos ao desporto escolar! Mais e melhores instalações! O objectivo não é a medalha de ouro, mas termos uma sociedade saudável. Para os de topo, será difícil escapar do doping...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Judoca Veterano

Hagimé. Em tempo de Jogos Olímpicos e de provas de Judo na madrugada das televisões, lembro-me das competições nacionais dessa modalidade.
Comecei no Judo Clube Odivelas, aos 10 anos de idade, na brincadeira e com o gosto pelo desporto. Até aos 25 anos, competia, às vezes melhor preparado, outras nem tanto, dependia das provas.
Para chegar a ser um bom judoca, é necessária muita dedicação, talento e boas condições de treino. Treinei muitos anos no pavilhão da Escola Secundária de Odivelas, 3 vezes por semana à noite e havia um ambiente muito bom para a prática desportiva. Naquele pavilhão, assistia, a treinos de Basquetebol, Corfebol, Andebol e Voleibol. A falta de pavilhões, sentia-se na divisão de horários. O nosso país, continua com falta de instalações desportivas e isso desincentiva os jovens. Anos mais tarde, os treinos passaram para o pequeno pavilhão da Escola Preparatória Avelar Brotero e aí era mesmo mais complicado. As paredes estavam muito próximas para as quedas dos combates. Mas, aí entra a conhecida "carolice" que tantos clubes de modalidades amadoras teimam em manter.
Não passei de atleta mediano, mas foi uma experiência muito agradável e tive a oportunidade de experimentar a competição com grandes atletas. Nos últimos anos, lutava na categoria de -81Kg e a minha preparação física já era muito diferente, do tipo de atletas que defrontava.
Desses anos, ficam memórias boas, o gosto pelo desporto e algumas mazelas. Um judoca com uns anos, anda sempre com adesivos, os joelhos danificados e com outras lesões. Uma vez parei 2 meses para recuperar de um ombro.
O Judo nos últimos anos tem tido uma enorme subida em Portugal, os resultados de nível mundial têem aparecido e é necessário que mais miúdos façam desporto. É excelente para o corpo, para a mente e para uma maneira mais saudável de estar na sociedade. Há para aí muito miúdo obeso que precisa de fazer exercício físico.
Tenho pena, de nestes Jogos Olímpicos, a televisão filmar sempre o tapete onde não está a lutar um atleta português. Estar a "ver" um combate no tapete 1 e a "ouvir" o combate da judoca Ana Hormigo no tapete 2. Maté.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Esperanças Olímpicas

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos está marcada para amanhã. Como sempre, antes do evento começar, as notícias sobre os nossos atletas vão aparecendo nas televisões e nos jornais.
Reportagens sobre a vida em Beijing, as curiosidades da organização e as biografias dos atletas mais conhecidos. É muito bom que também se promovam outras modalidades e os seus atletas, para que o futebol não tenha o seu exclusivo. Pelo menos não apanhámos agora, com horas de imagens de acompanhamento dos atletas ao aeroporto, às suas casas e o que comem.
No fim das reportagens vem sempre aquela pergunta das medalhas e das esperanças para estes jogos. Antes, o país ficava contente por um medalha de prata ou bronze. Depois começou a exigir mais dos atletas, mas as condições eram más para a prática de desporto de alta competição. Felizmente que esse argumento já não é utilizado. Temos cada vez mais condições para termos super-atletas. Já ouvi falar em trazer 8 medalhas. É melhor não começarem com prognósticos que no europeu de futebol também já falavam de quem podia ser a equipa que iria jogar com a nossa selecção na final. Claro que quando não trazemos nada, a explicações são comuns a todos os desportos. A imprensa, o clima, a poluição, a comida...
Tudo isso me fez lembrar um quadradinho que surge no album do Astérix nos Jogos Olímpicos e a reacção da claque de apoio ao seu atleta que não havia ganho a prova. Não sei se iremos trazer medalhas, mas espero que os nossos atletas cumpram as esperanças pessoais. As vitórias são deles e para nós ficam as motivações para cada vez mais portugueses façam desporto.
Mais alto, mais rápido, mais forte!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Olimpíadas e as Cidades

Tenho visto nas notícias, as dificuldades que a China está a enfrentar para que tudo corra bem em Agosto, nos Jogos Olímpicos. Já nem falando da política e dos direitos humanos, a cidade de Beijing enfrenta um grave problema - a poluição!
Da imagem de alguns anos com milhares de bicicletas, a cidade, hoje em dia é atravessada por milhares de carros, novas fábricas, a construção de centrais eléctricas utilizando o carvão e a construção de mais urbanizações como acontece nas principais cidades chinesas.
As Olimpíadas vão passando por todos os continentes de 4 em 4 anos e a Ásia, neste caso a China quis mostrar as suas capacidades de organização do maior evento desportivo que existe no mundo. O evento é tão dispendioso que só grandes cidades se candidatam e conseguem, como o caso de Beijing e de Londres, onde serão feitos os Jogos de 2012.
Como grandes cidades que são, os problemas são equivalentes. A segurança, o tráfego, a logística e um ambiente propício a grandes marcas e recordes.
Com um ambiente tão massacrado como são o destas cidades, os atletas terão algumas dificuldades em conseguir grandes marcas. Imaginemos o esforço de um maratonista a puxar do fôlego nas ruas de Beijing e a respirar todo o ar poluído.
Algumas medidas como diminuir o tráfego, parar fábricas e a construção poderão atenuar alguns dos efeitos piores da poluição, mas acabados os Jogos volta tudo de novo ou ainda pior.
E as estruturas que ficam, serão novamente utilizadas numa cidade que não é das mais saudáveis para a prática desportiva?
Não esquecendo a cidade de Londres com os seus nevoeiros de fumo, que me 2012 ainda serão mais intensos.
Qual a solução para os Jogos Olímpicos do futuro? Fazê-los em cidades mais pequenas? Fazer sempre nas mesmas, para evitar novos gastos astronómicos com equipamentos desportivos? Há necessidade de tantos estádios olímpicos?
O comum dos cidadãos precisa de locais para praticar desporto, mas não todos concentrados em alguma parte da cidade. Talvez seja altura de se unirem alguns países, de modo a dividirem as despesas e mais população beneficiar das estruturas.
Há que rever o caso dos jogos de Atenas e as suas despesas num país com tantas dificuldades.
Ou no caso português, o estádio do Algarve e a sua utilização diária por ninguém.

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