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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Transformação Digital


A poucos dias da Web Summit em Lisboa, os temas das Start Up's e a Transformação Digital circulam em todos os meios. Muita informação e muita dificuldade em perceber o quadro completo.
No passado dia 27 de Outubro fui a uma palestra do software Primavera sobre Transformação Digital, no pequeno auditório do CCB.
À primeira impressão parece que estamos umas horas a ouvir jargão digital, mas por detrás das palavras e das frases há mesmo uma mudança de mentalidade, de perceber como funcionam e vão funcionar as empresas/sociedade. São mudanças que são rápidas e não as sentimos. Quando olhamos para o smartphone, a mudança está lá e nem nos apercebemos de tanto que já mudámos.

A conferência foi agradável, especialmente na palestra do João Tedim, estratega da Microsoft, com exemplos e questões que nos fazem abrir um pouco a cabeça. São questões importantes sobre mudança e o que queremos mudar. Ter ideias não nada fácil e mudar comportamentos de empresas inteiras é quase impossível, mas está em nós o princípio da mudança.

Vi pouca gente a escrever anotações nas folhas que nos deram e muitos passavam o tempo a consultar o FB, os e-mails ou notícias. Se não interiorizamos bem as palavras, tudo nos parece chato e sem grandes novidades. Apercebi-me que se calhar o mais difícil não é mudar de gadgets, mas pensar de forma diferente e atenta à realidade.

Os desenhos dos oradores ajudaram-me na concentração e também na planificação dos temas e suas interligações. O desenho está presente em toda a nossa vida.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Momento de reflexão

Mais um ano que vai terminando e dá que pensar em tudo o que se passou, no modo que encaramos o presente e o futuro. Em pouco mais de um ano mudou o governo e deu para observar com mais atenção a maneira como encaramos os desafios e as mudanças que fazemos.


Não é da crise que falo, mas de todo o modo de agirmos uns com os outros, do modo frágil como vemos o planeta e os seus habitantes. Parece que tudo ficou frágil, pequeno e fácil de mudar de um dia para o outro. Os líderes políticos já não parecem deuses mas técnicos que procuram resolver problemas da mesma maneira que nós enquanto falamos num café. De um momento para o outro, acabam-se ditaduras, cidades como Fukushima parecem de papel face à destruição da natureza.
Por outro lado, acho bem que assim seja, para que comecemos a pensar a sério no que queremos e que podemos mudar. É um desafio para todos. Foi o momento de reflexão para 2012.
Um Feliz Natal para todos.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O filme do momento.

O Futuro do cinema discute-se hoje sobre formatos em vez dos conteúdos. Depois do cinema de animação ter optado pelo digital e mais tarde pelas imagens a 3 Dimensões, a indústria procura reproduzir o mesmo efeito no cinema de "carne e osso". Para fugir às piratarias e à Alta Definição que vai surgindo em cada lar, em cada computador, a produção de filmes vira-se para o grande ecrân a 3 Dimensões. Aproveitam para subir o preço dos bilhetes e vender mais uns óculos.

Lia outro dia sobre a descida do número de espectadores e da subida dos lucros das distribuidoras. Para menos pessoas interessadas em filmes, vai-se buscar mais dinheiro aos que se mantêm interessados. Também, com o tempo que tem feito, o cinema mantém-se o escape dos fins-de-semana nos centros comerciais.
Mas, todos achamos que o 3D veio para ficar. Falta saber se os argumentos também se mantêm frescos e interessantes ou então passaremos a ver jogos electrónicos no cinema.
Fica mais dificil para os actores que passam a representar em estúdios verdes e com tecnologia por todo o lado e ganham os produtores com menos saídas para o terreno.
O "Avatar" chegou mesmo para fazer história. Muita discussão tem gerado e muito se fala dos efeitos nefastos nos miúdos e na cabeça das pessoas. Acho que é uma questão de adaptação. Antes víamos dinossauros de plasticina a lutar, comboios a vir na direcção do ecrân e as pessoas fugiam. Agora, é o futuro. Vamos ver tudo a 3D.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dubai

Foi inaugurada a maior torre do mundo, com cerca de 800 metros, no Dubai. Fiquei espantado a ver as fotos do arranha-céus e dos arredores. É impressionante o talento do Homem na Engenharia e na Arquitectura. Na Economia e Finanças é que tropeça. A torre custou 1500 milhões de euros e o Estado está falido. Será a última torre a ser construída? Quem tem dinheiro para fazer apartamentos até à Lua?

Confiava no Dubai para preencher o meu imaginário das cidades futuristas da BD e do cinema, mas vejo que construír o que sempre imaginámos como sendo o futuro, é mesmo muito caro!
Podemos continuar a construír em altura, mas quem terá dinheiro para morar lá? E a Terra ainda tem algum espaço para fazer uns prédios. A não ser que o objectivo seja colocar toda a população mundial em torres e deixar mais espaço para a natureza, a fauna e a flora. Não deve ser esse o caminho.

Aqui deixo um desenho da cidade imaginada para um filme da série "Aliens". Estamos a caminho de estender a roupa a 2km de altitude e aproveitar o tempo do elevador para dormir enquanto sobe até ao 345º andar, perto de um café, 3 andares acima e do supermercado um pouco mais alto.
Eu, por mim prefiro prédios até ao 5º andar. Dá menos confusão nas reuniões de condóminos.

Links: Foto e Desenho

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 - O Futuro!

Hoje é o último dia do ano de 2009. Amanhã começa uma nova década.
2010 é um número redondo para um ano que promete sempre mais que o anterior. Não terá tantas efemérides como este que acaba. Os acontecimentos mais marcantes na História, são sempre num ano 9. A chegada à Lua em 1969, a queda do Muro de Berlim em 1989, a inauguração do metropolitano de Lisboa em 1959 e a saída da Lua da nossa órbita na série "Espaço 1999".
Assim, 2010 é um ano de que não se espera muito, apenas de continuidade e sem grandes obras públicas. Teremos um Campeonato do Mundo de Futebol na África do Sul e de resto, pouco deverá fazer diferença em relação a este ano.
O ano que iremos estrear já foi título de um livro de ficção científica de Arthur C. Clarke. No seguimento da história passada no futuro de 2001. Neste livro, a aventura continua com as viagens no espaço, para investigar acontecimentos estranhos em Saturno. No filme de 1984, com o mesmo nome, a viagem era até Júpiter, porque era complicado fazer os anéis de Saturno.


Olho para isto e imaginar que 2010 foi o futuro fabuloso de outros tempos. Os escritores das décadas anteriores imaginavam viagens no espaço, tudo vestido de igual como no "Star Treck" e cidades cheias de carros voadores.
Para mim o futuro ainda é o do filme "Blade Runner". Uma confusão de pessoas de várias raças a viver em cidades cada vez mais cheias, trânsito caótico, clima todo descontrolado e montes de tecnologias a acompanhar-nos no quotidiano.
2010 já não será o futuro que todos esperávamos há 20 ou 30 anos, mas continuará progressivamente a desenvolver. O livro seguinte do escritor inglês que viveu o resto da vida no Sri Lanka, chama-se "2061: Odissey Three" e essa é a data para qual aponto o futuro, tal como nos filmes. Pelo menos dá tempo para a humanidade visitar Marte e montar uma cidade na Lua.
Para maior garantia, o último livro, foi escrito em 1997 e chama-se "3001: The Final Odyssey". Há muito tempo para o "Futuro".

Feliz Ano Novo 2010 para todos!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Relações virtuais com pessoas reais

Uma japonesa de 43 anos foi presa na semana passada por ter "assassinado" o seu "marido" num jogo chamado "Maple Story". Achei curiosa a notícia sobre a vingança virtual de uma mulher que soube do seu divórcio virtual que o seu
"marido" de 33 anos, que participava com outro personagem virtual.
Os jogadores, neste jogo podem arranjar
relações, conviver com outras personagens e lutar contra monstros.
A mulher pode apanhar até 5 anos de cadeia ou uma multa até 5000 dólares. Ela ficou furiosa quando soube que estava divorciada que foi à password dele e entrou no jogo de modo a poder matar a personagem, o avatar.
O homem queixou-se à polícia da morte do seu avatar e agora esta vingança do mundo virtual pode ter consequências na vida desta pianista.Não se sabe se esta mulher, provavelmente solteira na vida real, pode passar para a realidade, a sua vingança sobre este homem.
Com estes jogos sobre o mundo virtual, há pessoas que não distinguem e passam para a realidade o que
experimentam no mundo virtual.
Quando se dizia antes das pessoas que cuscavam sobre a vida do padeiro ou da cozinheira, que não tinham vida própria, hoje se pode dizer das pessoas que arranjam personagens em jogos virtuais, para poderem experimentar novas vidas, com outras características ou fazer o que não podem na vida real.Simulações de grandes vidas para não pensar nas tristes vidas reais é um problema social que no futuro poderá ter maiores consequências.
Pensar que um dia estaremos a tomar um copo, a conversar ou noutras acções, com pessoas do qual conhecemos o "boneco" e que podem escrever qualquer coisa como se fosse os próprios pensamentos. Traír o conjuge num mundo virtual equivale a fazer o mesmo na vida real??

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