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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Sexta-feira ao final da tarde


Em fevereiro temos menos frio e um céu lindo ao final da tarde. Para quem como eu tem oportunidade de atravessar o Tejo e poder apreciar as cores, rosadas ou alaranjadas do céu, é um belo espectáculo.
No barco, as pessoas enganam o tempo com jogos no telemóvel ou consulta de novidades, enquanto eu observo o ambiente e registo em caderno. Neste desenho, chamou-me a atenção de uma senhora encostada ao poste que só queria descansar e fechar os olhos por minutos. Um descanso ao final de uma semana de trabalho.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Primeira publicação de 2020


Por vezes esqueço do meu blog. 
Ainda fará sentido publicar num blog quando temos Facebook e Instagram para publicações rápidas e textos concisos? 
Acho que ainda faz sentido. Este é um espaço para relexão, histórias mais longas e textos mais apurados. Permite escrever com mais atenção e ser um espaço para comentar assuntos mais intemporais ou importantes para a sociedade.

Por isso, continuarei a publicar. Mantenham os vossos blogues!

Desenho de uma travessia de ferry entre Lisboa e o Barreiro. Junto ao bar, espaço para conversas rápidas e umas minis para alguns mais sedentos.
Bom Ano 2020!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Terreiro do Paço - Barreiro


No passado dia 25/01/2017 um acidente com um dos ferrys que faz a travessia Lisboa-Barreiro, numa manhã de muito nevoeiro, enviou o "Antero de Quental" (os ferries têm todos nomes de escritores) para o estaleiro e assim ficámos com menos um operacional. Tenho apanhado em alguns horários barcos mais pequenos que normalmente fazem a travessia entre o Seixal e Lisboa. Estes apenas levam cerca de 200 passageiros em relação aos maiores que têm uma capacidade de 600. Neste dia não arranjei lugar, mas aproveitei para desenhar o ambiente. A rapariga de frente topou o que eu estava a fazer, mas não se mexeu. Talvez do cansaço do dia.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Para lá e para cá. No Tejo.


Num dia em que a carreira das 09h00 foi efectuada por um barco do Seixal (Transtejo) para a travessia Barreiro-Lisboa, a passageira à minha frente agarrava as malas por causa do balanço da ondulação em pleno Tejo. 


No barco das 18h20, vindo de Lisboa, uma senhora tricotava e restantes passageiros agarrados ao telemóvel. O desenhador presente nos 2 desenhos - apeteceu aparecer. Com este desenho terminei mais um caderno (A6 - Canson Artbook one).

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Dorme-se no balançar do barco


Há dias em que é dificil manter a leitura de um livro. O balançar do barco na ondulação do Tejo embala-nos num sono curto e profundo. E fico de livro aberto e cabeça caída a dormir. Por isso pego no caderno de desenho e capto as outras sonolências que são embalados nesta Travessia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O miúdo dos cromos


A semana passada, no Metro, reparei num miúdo com a avó. Tinha nas mãos os cromos de jogadores de futebol. Explicava à avó quem eram e os que já tinha repetidos. Penso que ela não deve estar a par das novas aquisições dos clubes da Liga principal portuguesa, mas ia comentando com o neto. Ele muito entusiasmado com as figuras e eu aproveitei para desenhar o conjunto familiar. Uma ligação geracional que é necessário fortalecer.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Um nadinha frustrante


São diversas as situações que passamos na vida que nos deixam um nadinha frustrados. Mesmo que as coisas corram bem, há sempre algo que não ficou como queríamos e isso é um pouco frustrante.
Deve ser um aspecto que é necessário para nos manter um pouco humildes mesmo no sucesso e quase completa satisfação. E há sempre uma pequena coisa que nos deixa frustrados.
Desabafos à parte, há sempre o prazer de desenhar nos transportes públicos. O senhor que "apanhei" no metro acordou e ainda me viu a desenhá-lo. Ficou sem reação. 
No barco, duas raparigas que estavam sentadas atrás do rapaz de capuz viram-me a desenhar e comentavam sobre o desenho do metro. Estavam com um pouco de receio de serem desenhadas, já que estavam no meu campo de visão. Mantive-as no anonimato para seu descanso e acabei por não captar os gestos das duas, que ficariam mesmo bem no caderno. Foi um nadinha frustrante.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Um grupo bem divertido


De vez em quando apanho grupos de amigos ou colegas nas travessias diárias. Muitas conversas sobre o trabalho, desabafos ou mesmo sobre desporto.
Este grupo que desenhei ia mesmo divertido. Conversavam muito em crioulo e riam com muita satisfação. Sempre bom para desenhar. 
As pessoas ficam mais concentradas na conversa e não reparam no tipo com um caderno na mão. 
O marcador Tombow está mesmo nas últimas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Calor nos Transportes


Um denominador comum nos Transportes Públicos nos verão é o calor. Muitas pessoas, espaço exíguo e ar condicionado a trabalhar, mas sem refrescar. No metro não me queixo porque sentimos os vento a passar nas carruagens, mas quando chega ao barco... Enquanto está encostado não passa uma brisa e aí custa suportar. Melhora um pouco em andamento.
Na travessia para o Barreiro, costumam abrir as portas que dão para a proa e assim corre uma brisa. Como é proibido ir lá para fora, estendem uns cabos de amarração na porta para evitar a passagem. Fica muito mais agradável sentir a brisa marítima a vir de frente. E claro quando apanhamos a ondulação dos outros barcos, sentimos tudo no estômago. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Mais uns minutos no Metro


Aproveitei uma página onde tinha desenhado o mais pequeno, que não está sossegado, seja em cafés ou restaurantes. Normal, começam a andar e querem "correr mundo".
Nessa página fiz um desenho em poucos minutos no cais do Metro do Marquês de Pombal. Desta vez o placard não mostrava os minutos até ao próximo comboio, mas calculo que tenham passado uns 2 ou 3 minutos. 
Estava cheio de calor de vir a andar na Feira do Livro e reparo numa mulher de camisa  de flanela "grunge", de botas e um grande anel em cima do telemóvel. Deu para terminar a arcada em frente enquanto as carruagens chiavam à nossa frente.

Ainda tenho de treinar mais os desenhos do pequeno que não pára quieto. Um desafio!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

3 minutos para desenhar


Frustrado por não ter apanhado o metro por segundos, olhei para o quadro e vi que tinha 3 minutos e meio de espera pelo próximo. Sentei-me, consultei os e-mails no telemóvel e reparei que estava já um tipo de fato e gravata sozinho em cima da faixa de segurança amarela. De pasta na mão, olhava para a esquerda e para a direita. As pessoas vinham chegando ao cais e ele olhava. E admirava.
Isto dos dias mais quentes, põe os homens a serem menos discretos e serem apanhados a olharem para as mulheres. Puxei do caderno e percebi que tinha 3 minutos para colocar o tipo e o cenário em volta, em dupla página. Os minutos passaram a correr e logo tinha a carruagem do metro à minha frente. Aguarelei em casa.
Gostei da postura do tipo, levemente inclinada para a frente e com uns sapatos bem compridos. Vou testando a minha rapidez no desenho com os "cronómetros" do Metropolitano de Lisboa.

sexta-feira, 4 de março de 2016

29 de Fevereiro de 2020


Um desenho do dia 29 de Fevereiro de 2016. O dia que é estranho e surge apenas para acerto dos dias de calendário. Lembro-me sempre que calha em anos Olímpicos e não me esqueço.Pensei nos bebés que nasceram na segunda-feira e cujo próximo aniversário será em 2020.
Fiz o desenho ao final do dia. Uma rapariga que dormia junto à janela. Parecia estar muito confortável e não se mexeu durante toda a viagem. Fui desenhando, atento aos detalhes e sabendo que não seria apanhado de surpresa a olhar. 
Atrás de nós estavam uma mulher que conversava com o colega de trabalho, sobre todas as tropelias do cachorro lá em casa. A senhora contava as peripécias com muita energia e emoção. O homem ia acompanhando a conversa, mas notava-se o cansaço e a pouca disposição para o tema.
Daqui a 4 anos mais um dia 29.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Tudo cor-de-rosa


Na sexta passada, mais uma travessia fluvial Lisboa-Barreiro e dou conta de uma senhora vestida toda de côr-de-rosa e sapatos pretos. Ia a ler uma revista Hola! ou como nós dizemos ihola! por causa do ponto de exclamação ao contrário no início. 
Revista cheia de fotos e pouco texto. Com nomes de famosos que nunca ouvi falar, mas eu não estou por dentro das revistas do social.
De vez em quando a senhora aproximava a revista até bem perto do nariz, se calhar para ver algum detalhe dos vestidos ou ler os textos em letra pequena. As mãos com anéis dourados e relógio no mesmo tom. O rosa da roupa dava-lhe um ar quase adolescente.
Por uma vez ou duas quase que me apanhava a olhar para ela, mas consegui desviar a atenção desenhando a passageira da frente. "Se calhar não era para mim que estava a olhar".

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Criando personagens de pessoas reais


Há dias em que me apetece brincar um pouco no desenho. E começo a desenhar as pessoas que vejo com as feições e posturas mais exageradas. Como se abonecasse (não soa bem) os coitados e coitadas que são expressos assim no caderno de um desconhecido.


Vou pela sensação que me dão e daí o marcador vai correndo e aparecendo um nariz enorme, pernas pequenas ou até um "sempre em pé".
Sabe mesmo bem relaxar assim desta maneira no fim de um dia de trabalho. O apetite surge sem pensar e só paro quando saio dos transportes públicos.
Criamos personagens de pessoas reais e só falta escrever uma pequena estória inventada à volta dessa personagem.
Vale a pena experimentar de vez em quando. É libertador e divertido.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Suspense no desenho


Um dia ao voltar de Lisboa, um passageiro que ia ao meu lado adormeceu. Aproveitei logo para o desenhar. Mas quando olhava para os pormenores da cara, parecia que o homem ia acordar e não queria que ele olhasse e ver-me especado. Parecia cena de filme de suspense, quando os vilões resmungam ou ressonam quando se quer tirar a chave da mão deles.
Mas deu para captar os detalhes. Provavelmente o passageiro de trás devia estar a estranhar ver-me a inclinar em direcção ao homem.

Aproveito para fazer publicidade para uma exposição que quero ir ver dos Urban Sketchers Portugal na Casa dos Mundos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Gorro Vermelho


Neste dia voltava do trabalho na primeira semana de trabalho de 2016. Um pouco cansado e talvez com peso a mais da época de Natal. 
Tem sido um Janeiro atípico em termos de tempo. Costumava ser muito frio, com sol e sem chuva, mas com o El niño no Pacífico, acho que teremos um ano atípico. Por isso estranhar ver gente com gorros e cachecois. Já sei que os miúdos nas escolas podem ir de calções no Inverno mas não deixam de usar o seu cachecol. Em relação aos gorros é que me faz transpirar quando vejo um. Neste caso não era dia de jogo do Benfica, por isso chamou-me a atenção. Na minha moldura visual via o vermelho do gorro e umas belas unhas pintadas da mesma côr. O resto era o cinzento invernal.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Últimos desenhos de 2015


Ano Novo e os últimos desenhos do ano velho. Um desenho rápido enquanto almoçava sozinho no "Vitaminas" ao lado da estação Baixa-Chiado. Eram 4 empregadas na conversa porque eu era o único cliente na altura e desenhei uma delas a pôr as contas em dia nos registos.
Tinha comprado no Ponto das Artes uma caneta Copic Multiliner e experimentei logo ali. Desliza mesmo bem no papel. 
Depois apanhei o barco para o Barreiro e reparei num rapaz ao lado a ler um livro chamado "Novice", que pesquisei e é de uma escritora autraliana chamada Trudi Canavan. Os livros do Fantástico têm mesmo saída. Já não consegui desenhar na passagem de ano e ainda não me estreei este ano.
Um Bom Ano para todos! Tudo a pegar nas canetas e nos cadernos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Segurava na mala da mulher


Outro dia na travessia do Tejo. Um senhor mais velho com um olhar abstraído. As mãos tremiam. A esposa ia à janela. Desenhei-o com menos rugas na cara. Levava a mala da mulher ao colo, bem segura. Nestas idades tem de haver apoio dentro do casal para enfrentar os ritmos de quem viaja diariamente e não acompanha toda a informação que surge em todo o lado (horários, escadas rolantes, direcções...).
Aproveito para desejar a todos um bom Natal. A época da família. Conjugar diferentes gerações e abraçar os mais velhos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ainda se fala em SIDA


Primeiro de Dezembro, ex-feriado e data da comemoração da restauração da independência mas que poucos se vão lembrar de homenagear. A nível internacional comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a SIDA. Uma questão que desde os anos 80 foi perdendo importância nos nossos pensamentos, mas que ainda é um problema para milhares de pessoas. Lembro-me do susto que era no final dos anos 80 ir cortar o cabelo e ver o cabeleireiro a usar a navalha ou os anúncios a avisar as pessoas que podiam apertar a mão a pessoas seropositivas ou não ter receio de espirros. Os anúncios eram assustadores e em todo o lado se pensava em sexo seguro e preservativos.
Passaram os anos e parece que já não existe porque não se fala, mas é sempre preciso cuidado e assim surgem campanhas dirigidas aos adolescentes cada vez mais criativas. A empresa de preservativos Durex quer criar um emoji para ser usado nas sms e afins junto com toda a salada de imagens que representam sexo. A MTV avançou com um emoji e uma campanha bem maluca para chamar a atenção da malta mais nova. As mentalidades mudaram em 20 anos.
Tudo isto porque ouvia um telefonema, na travessia do barco, de uma mãe ao filho. Quando ele falou em testes da SIDA, a mãe assustou-se mas tratava-se de um workshop. Logo depois já desabafava com o marido. Achei engraçada a situação, mas trata-se um assunto que devemos ter sempre presente.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Alfândega no Terminal Fluvial do Terreiro do Paço


Na terça-feira 24, quando chegava aos torniquetes para validar o passe e apanhar o barco para o Barreiro, dei conta de uma operação do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). Foi pedido o cartão do cidadão a todos os passageiros. Uma operação em vários locais junto aos transportes público para deter ilegais ou documentação duvidosa.

O atentado de Paris e a onda de refugiados colocou no pensamento dos países europeus a questão das fronteiras, do receio de não controlar entradas e saídas de estrangeiros, da movimentação de pessoas procuradas e isso assiste-se no dia-a-dia dos aeroportos.
Ainda não tinha apanhado uma operação destas na estação fluvial e de repente senti que morava fora da Europa, na  outra Margem e teria que andar com toda a documentação.

Cresce o receio de ir no metro ao lado de uma pessoa de feição árabe e a desconfiar de todos os turbantes. O irracional nasce do medo. Ao mesmo tempo aceitamos ser mais vigiados e controlados por questões de segurança, tal como já acontece nesta altura em França.

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