Perto de onde trabalho, entre a Rua de S. Marta e a Rua Rodrigues Sampaio está a crescer um edifício que deverá estar pronto nos próximos meses. Trabalho aqui há 10 anos e habituei-me a ver este espaço vazio, de um edifício antigo de 3 andares. Esse espaço era utilizado como estacionamento não oficial. Em 2011, o artista espanhol Aryz pintou um dos mais alto murais de Lisboa na parede do prédio ao lado, nesta esquina. Um belo desenho que fascina quem passa e pôe muitos turistas a tirar fotos. Este ano começaram as obras para a contrução de um edifício de igual altura e que irá cobrir esta obra. Para memória futura, aqui fica um registo antes que desapareça atrás de um outro hotel. Em frente, o edifício do antigo Montepio está a ser finalizado como Hotel.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2018
quarta-feira, 28 de maio de 2014
"De pernas para o ar"
Desenhos do espectáculo "De pernas para o ar" do grupo Dançarte, domingo passado no Auditório Augusto Cabrita do Barreiro.
Especialmente para crianças a partir dos 3 anos, foi giro ver a interpretação de uma bailarina e um bailarino sobre os sonhos, os desejos de todos nós. A Arte, a criatividade, o olhar para o outro, comprendê-lo e ser tolerante com as diferenças.
No fim uma sessão de perguntas e é sempre espantoso ver a alegria dos miúdos e as suas questões.
Ficam entusiasmados com a música, o bailado e efeitos com luzes. Depressa esquecem, mas fica sempre alguma coisa na memória.
E o gosto pela Arte vai aumentando.
E a capacidade de opinar e questionar.
Manter a curiosidade sempre.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Exposição “O outro tempo das coisas”
No sábado passei pela Biblioteca Municipal do Barreiro e dei com uma exposição de peças de José Victor "Zévi", esculturas que misturam vários materiais sobre os temas Tempo e também sobre Bicicletas e Arte.
Fiquei algum tempo a apreciar as peças e é extraordinário como o conjunto transforma tubagens, ventoinhas, mangueiras de chuveiro em coisas que se complementam, criam uma imagem engraçada e parecem fazer sentido. Gostei muito de uma peça intitulada "Tempo antigo" e passei para o meu diário-gráfico.
O cartaz da exposição:
sábado, 30 de junho de 2012
Dia B no Barreiro
Hoje, 30 de Junho foi dia B, uma iniciativa da Câmara do Barreiro, para um dia dedicado ao voluntariado urbano. Uma ideia muito boa para dar uma imagem mais positiva da cidade. Era necessário inscrição. O movimento involvia arranjo, limpeza e requalificação de espaços públicos e também ideias para arte urbana. Vi durante a manhã alguns grupos e ao almoço estive a admirar a pintura de um muro ao pé de mim.
Enquanto fotografava, um senhor de idade perguntou-me se era engenheiro da Câmara. Disse que era apenas apreciador de arte urbana e satisfeito por melhorar muito o espaço. O senhor desculpou-se porque assumiu que ao ver-me falar com o rapaz e tirando fotos que seria da organização. Curioso.
Venham mais dias destes que da próxima irei tirar também as "mãos dos bolsos".
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Homenagem simples e directa
Li algumas notícias sobre a morte do fundador da Apple, Steve Jobs. Tudo o que fez, o que representou para a empresa, as novidades que apresentou nas tecnologias e que mexeram com a maneira de olharmos para um telefone, ouvirmos uma música ou lermos um livro.
Imagem daqui.
Numa das notícias no Público, achei curiosa a imagem que aqui coloco, criada por um jovem designer de Hong Kong. A imagem é tão simples e consegue comunicar tanto. Parece uma dentada valiosa na alma da empresa. Mantendo o símbolo da Apple, adorei a forma como foi feita a homenagem à pessoa e à empresa. E parecia tão óbvia a ideia da imagem. Depois de a ver parece que qualquer um a poderia fazer. Não tem nada de especial, mas está a dizer tanto. Excelente homenagem. Simples e apela aos nossos sentidos.
Imagem daqui.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Colagem Ipsílon
No sábado passado, enquanto lia o suplemento do Público "Ipsílon", reparei que ando mesmo afastado do mundo da música. Com a temporada de festivais de verão, nomes que passam na publicidade e que muito poucos conheço. Achei piada às fotos desses grupos nos artigos do jornal. A postura, as caras, as expressões.
Lembrei-me de fazer um apanhado de quase todas as caras e personagens que encontrei o suplemento e resolvi fazer uma colagem. Mais de metade não os conheço e não coloquei os mais conhecidos no papel. Gostei do conjunto e ocupou-me o tempo da "siesta" no domingo.
Gosto de ver o esforço dos grupos de músicos a tentarem ter uma postura de grupo que mais ninguém faz igual. E adorei ver as cenas do colectivo de teatro. As expressões fortes em plena cena e que apelavam a alguma criatividade com a tesoura e o tubo de cola.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Arte em Blade Runner
Este fim-de-semana encontrei à venda em DVD por 9,99€ (o preço mágico nos DVD's) a última versão do clássico Blade Runner. Parece que esta é que é a última. Estive a ver o making of e deu para perceber ainda mais sobre a qualidade do filme, especialmente no tratamento dado à fotografia, cenários e todo o ambiente.
É verdadeiramente um filme muito apelativo em termos visuais. A música dá um complemento muito forte e tem uma carga espiritual que necessita da nossa atenção aos pormenores dos diálogos e das imagens.
Fiquei a conhecer o talento do realizador Ridley Scott para o desenho. Passou para o filme o seu amor pela BD de ficção científica do Moebius e a experiência em publicidade. Quando pegou neste projecto, vinha de um filme excelente que também se tornou um clássico Alien. Enquanto no filme anterior, dominava a claustrofobia e o terror numa nave, neste filme é o ambiente urbano, confuso, sujo e chuvoso que é uma das personagens do filme.
Encontrei estes dois desenhos que as equipas com quem o realizador trabalhou, chamam de Ridleygrams. É nestes desenhos que ele procura transmitir o que pretende em termos visuais. E consegue-o. Um grande talento para desenvolver uma história, imaginar os ambientes e passar para um papel estes desenhos fascinantes. A Arte trabalha aqui num conjunto fabuloso.
Infelizmente, quando o filme ficou acabado, os produtores não entenderam nada da história e começaram a cortar tudo. Colocaram o Harrison Ford a narrar parte do filme e levou uns anos até o realizador voltar a pegar na sua obra e refazer como a queria de início. Felizmente para nós podemos ver este "Final Cut" de um filme belíssimo.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Capas dos Livros
Cada vez gosto mais das capas dos livros. Há uma preocupação cada vez maior com o design e a estética das obras literárias. Quando vamos a uma livraria, no meio de tantos, há alguns que saltam à vista, que apelam ao nosso impulso de leitura. A capa é a primeira impressão e quando o miolo acompanha em qualidade, a compra é quase garantida.Lembrei-me deste assunto depois de ter visto o top das piores (algumas) capas de sempre em Portugal. Podem votar no blog da Livraria Pó dos Livros, que recomendo.

A primeira capa é de um livro de David Byrne que será editada pela Quetzal em 2010. A segunda é de um livro do Dinis Machado, "Dennis Mcshade" para a literatura policial.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Mestre Malangatana
Ontem assisti à inauguração do elemento escultórico do mestre Malangatana no Barreiro. A festa teve um toque especial do mundialmente famoso artista plástico, com a voz ao lado do Coral TAB, em 2 interpretações de canções moçambicanas. Até arrepiou e não foi só do fresco da noite.O mestre tem uma voz poderosa que canta com alma e amor. O discurso dele falou de amor e amizade e recordou que este elemento pertence aos dois países - Portugal e Moçambique.
Foto daqui.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Hipocrisias
Esta semana achei curioso toda a polémica sobre a apreensão de um livro em Braga pela PSP. Já vi comentários de todo o tipo e é um tema sempre infinito para discutir.
O que pode ser considerado pornográfico? O que pode ser considerado arte?
Depende sempre do ponto de vista de quem vê. Por acaso já tinha visto esse livro à venda numa livraria e acho sempre interessante ver as reacções a tal figura, o de uma mulher nua de pernas aberta e cujo título "A origem do mundo" é tão natural para muitas pessoas e tão escandaloso para tantas outras. É uma imagem muito realista, talvez seja isso que mexe com tanta gente. Mas fico sempre surpreendido com estes acontecimentos, pois todos os dias vejo nos quiosques revistas masculinas bem destacadas, o cinema comercial português aposta cada vez mais em cenas picantes e até as séries e novelas na televisão já piscam o olho para a marotice.
Em 2008, foi notícia a proibição por parte do Metropolitano de Londres, de colocar os cartazes a anunciar uma exposição de um pintor do século XVI no Royal Academy.
O cartaz reproduzia um quadro do pintor Lucas Cranach, onde surge Vénus, a deusa romana do amor e da beleza. O facto de ser uma figura nua deixou os responsáveis a pensar como haveriam de resolver um problema de expor um cartaz que seria visto por milhões de pessoas, inclusive crianças que circulam no metro londrino. Mais uma vez, trata-se de pontos de vista. Ninguém duvida que seja uma obra de arte, mas só mostra que apesar de toda a informação disponível hoje em dia na Net, tanto por adultos como por crianças, haja ainda tanta polémica. Será falta de cultura? Acredito que por este caminho, todos poderemos ver imagens pornográficas no computador, mas não aceitaremos imagens de arte grega, romana ou da renascença que não estejam vestidas, em lugares públicos.
O cartaz reproduzia um quadro do pintor Lucas Cranach, onde surge Vénus, a deusa romana do amor e da beleza. O facto de ser uma figura nua deixou os responsáveis a pensar como haveriam de resolver um problema de expor um cartaz que seria visto por milhões de pessoas, inclusive crianças que circulam no metro londrino. Mais uma vez, trata-se de pontos de vista. Ninguém duvida que seja uma obra de arte, mas só mostra que apesar de toda a informação disponível hoje em dia na Net, tanto por adultos como por crianças, haja ainda tanta polémica. Será falta de cultura? Acredito que por este caminho, todos poderemos ver imagens pornográficas no computador, mas não aceitaremos imagens de arte grega, romana ou da renascença que não estejam vestidas, em lugares públicos.Qualquer dia o busto da República tem de ser coberto, pois ter uma mama à mostra nos parlamentos será um escândalo....
Foto: http://www.aboutmayfair.co.uk/
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Air Afrique
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
CensurArte

Ao ler hoje a crónica do Ferreira Fernandes no DN, soube que no palácio Chigi, a sede do governo italiano, fizeram uma "pequena" alteração ao cenário da sala de conferências de imprensa.
No início desta semana, a imprensa italiana, noticiou a cobertura de uma mama que surgia destapada na reprodução do quadro do pintor Giovanni Battista Tiepolo "La Verità svelata dal Tempo" do século XVIII.
A intenção não foi de censura ao quadro, mas de não desviar a atenção da imagem do orador, que fica com a dita mama junto da cabeça. Aparentemente, a ex-careca do primeiro-ministro era o principal motivo que os assessores de imagem, alegam para a "melhoria" da imagem do quadro.
Num país que assistiu à pintura de ceroulas nos frescos da capela Sistina, por pedido do Vaticano, acaba por não ser inédito, mas curioso que em pleno século XXI, se assista ainda a estas "melhorias" em obras de arte.
Berlusconi que se mostra normalmente à vontade a falar sobre mulheres e a sua beleza (a célebre escolha de Mara Carfagna para ministra da Igualdade), deveria ter rejeitado esta alteração. Aceitava o peito nu com o mesmo a mesma coerência dos seus discursos e pensamentos ou então mudava de cenário, colocando outro quadro mais de acordo com politicamente correcto da imagem televisiva para as conferências de imprensa.
Por ironia, o primeiro-ministro é dono de cadeias televisivas que mostram frequentemente, em concursos, mulheres com o peito nu. Lembram-se do concurso "Colpo grosso" nos primeiros anos da SIC.
A ver se não começam a querer tapar com gesso, os bustos da República...
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Um pintor chamado Klimt
Na terça à noite vi um excelente documentário na RTP2 sobre Gustav Klimt, um pintor vienense. Fiquei fascinado pela análise à sua obra, a sua vida, as suas influências, o contexto da Viena de 1900 e as suas extravagâncias.
A sua obra mais famosa, O beijo, transmite várias sensações. De ternura para uns, de submissão da mulher para outros e ainda há quem afirme ser o fim de um amor.
Observando bem, a mulher parece que se quer afastar do homem, enquanto lhe tenta beijar, mas o estar ajoelhada, demonstra submissão.
Uma obra que já foi muito analisada, mas que levanta tantas questões. Quem é a mulher retratada? É o próprio pintor que se retrata na figura masculina? Sabe-se que ele utilizou materiais como o gesso e folhas de ouro para dar aquele destaque à cena, com o manto enorme a definir os corpos por padrões e a escondê-los ao mesmo tempo, sem sabermos o que se passa por debaixo dele.
Os temas que Klimt retratou foram as mulheres e o erotismo. Frequentemente tinha várias mulheres a circularem pelo seu atelier, para apanhar poses mais realistas e naturais.
Klimt viveu numa Viena cuja mentalidade andava à descoberta do sexo (Freud é contemporâneo do pintor) e o cosmopolitismo da cidade proporcionava o aquecer de propostas culturais renovadoras.

Gosto também deste quadro, Judith, em que a expressão da mulher revela muito erotismo. Diz-se que retratou uma das suas amantes e que as suas musas eram mulheres ruivas.
Viveu sempre com a mãe e a irmã e nunca quis uma relação estável com alguma mulher. Psicológicamente, fazem-se muitas análises com base nas suas pinturas, mas penso que o pintor se especializou num tema de que gostava e deu espaço à sua arte e paixão pelo desenho de mulheres, tal como são as obras de Manara.
Não criou tendências na Arte e tornou-se singular nas suas obras. Meio
século depois da sua morte, os anos 60 do século XX voltaram a conferir a Klimt, nova fama. Estudantes colavam posteres com a sua obra mais famosa para mostrar o que sentiam e dar um ar culto às suas conquistas amorosas.
Hoje em dia, as suas pinturas estão em t-shirts, postais, lençóis, cortinas, puzzles... Como enigmáticas que são, não cansam de olhar e tentar perceber mais pormenores deixados pela cabeça de Gustav Klimt. Mais documentários sobre pintores, que outro dia vi sobre Johannes Vermeer. Excelentes!
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