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quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Este país é um colosso..."

Em 1983 era um miúdo, mas lembro-me da canção do casal de bêbados, Agostinho e Agostinha, com os actores Camilo de Oliveira e Ivone Silva, no programa "Sabadabadu".



Vem a propósito da notícia de hoje sobre o aumento geral de impostos.
Em termos de situação económica voltámos no tempo.
Como na crise de 1983, o pessoal volta a apertar o cinto.
Este país perdeu o tino, a armar ao fino...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mats Magnusson

Hoje deu para matar saudades de alguns jogadores que via no antigo estádio da Luz, quando ia à bola com o meu pai e o meu irmão. Na altura a equipa tinha jogadores como o Valdo, Veloso e Rui Águas.
A SIC transmitiu o jogo de solideriedade a favor das vítimas do sismo do Haiti entre o Benfica com antigos e actuais jogadores e uma equipa composta por diversas vedetas internacionais, como o Zidane. O jogo teve momentos engraçados. Foi bom rever o Chalana a jogar, o Stefan Schwarz e até o Neno na baliza.
O momento alto, para mim, foi a entrada do jogador que conheci com o nome de Mats Magnusson, o excelente ponta-de-lança sueco. Grande marcador, esta noite, foi uma surpresa ver os quilos a mais e pernas a menos. Ainda chegou a caír sozinho, mas valeu a espera. Ali estava um jogador humilde que chegou a Portugal em 1987, desconhecido e que depressa começou a marcar. Vi o esforço que fez e o contributo que deu à festa. Grande Magnusson!

Um cartoon do Henrique Monteiro mostra muito bem as figuras do Jogo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O fim dos video clubes

Outro dia fui buscar um filme ao clube de vídeo. Chovia bem e não dava para uma saída à noite confortável. Assim, decidi ir ver o que havia nas estantes da loja.
Normalmente vejo os filmes que gosto no cinema, especialmente algum cinema mais alternativo que apenas se apanha em pequenas salas ou nos festivais.
Fui às estantes das novidades que não me agradaram. Nos mais antigos, os filmes não devem ter mais de 3 ou 4 anos. Foi difícil, mas lá levei um filme que no título original se chama "Forgetting Sarah Marshall " mas que em português se chama "Um belo par de... patins". A quem querem enganar... O filme é uma comédia diferente daquelas que têm este tipo de títulos. E não vale a pena escrever "rir às gargalhadas" como se usava nas capas de outros.
Enquanto esperava o DVD, reparei nos cestos com pipocas, batatas fritas, gomas, pastilhas e chocolates. A loja tem de sobreviver!
Lembrei-me dos anos 80, com a febre dos vídeo clubes e as corridas pelos melhores filmes em cassete VHS e alguns BETA.
Era um privilégio ser sócio dos melhores clubes. Inscrição com jóia e reservar o filme que fosse novidade. O Jurassic Parque quando saiu, ninguém o apanhava.
Outros tempos, hoje a campanha do Meo possibilita a escolha de filmes em casa e a um preço mais baixo. Qual a loja que vai aguentar. Nem mesmo os filmes eróticos ajudam, pois o Cabo tem alguns 4 ou 5 canais eróticos 24 horas por dia.
Tenho visto algumas lojas a fechar, especialmente aquelas pequenas de bairro.
Qual o futuro dos clubes de vídeo?
Pessoal sem Cabo? Vão sendo menos e mais velhos, perdendo o interesse pelos filmes e sem vontade de se deslocar.
Filmes Alternativos? Pouco público e muito diverso.
Algumas lojas dispõem de máquinas tipo multibanco para levantar filmes toda a noite. Uma solução para quem não consegue dormir.
Mas como as coisas são, assim como apareceram e tiraram pessoas das salas de cinema, agora é a televisão que as tira dos clube de vídeo.
Fui sócio de um clube de vídeo há uns anos em que as caixas dos filmes tinham cópias das capas originais, a colecção de filmes era basicamente de kung fu e as loucas academias de polícia e acabava sempre por levar um filme do 007. Vi toda a colecção do James Bond nesse clube de vídeo que fechou ainda nos anos 90.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Geração 80



Vi este anúncio espanhol da Coca-cola. Temos um tipo que fala sobre a geração que cresceu nos anos 80 e outros que também falam dessa época que já vai longe. Para ver e se fôr o caso rever algumas coisas que estavam na memória. O tempo em que só havia 2 canais de TV...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

BD Infantil - Petzi

Petzi - o pequeno urso que lia muito quando era pequeno. Ainda tive uns quantos livros desta colecção que é excelente para a criatividade dos miúdos. Esta figura nasceu na Dinamarca em 1951, criada pelo casal, Carla e Vilhelm Hansen. O nome original é "Rasmus Klump", mas adoptamos o nome em alemão. Os companheiros de viagem são o Pingo, o Riki e o Almirante. O Almirante, que é a foca, tinha uma característica que era o de nunca tirar as mãos dos bolsos.
Em cada história havia alguma coisa que era necessário construir e o pelicano tinha sempre todas as ferramentas necessárias no seu bico. As Palmeiras tinham um aspecto suave e davam para fazer navios excelentes. Parecia tão fácil construir um navio.
Os meus livros devem estar guardados em casa dos meus pais. Não voltei a ler, mas quem sabe quando tiver filhos, recordarei novamente as histórias que me fizeram abrir o gosto pelas viagens em pequeno. Não sei se se encontram à venda nas livrarias. Se não estão, deveriam ser novamente publicadas para relembrar aos adultos e ser uma descoberta para os mais novos.
Segue um pouco a linha de outro ursinho, o Pooh, com as suas histórias de descoberta, da amizade e da paixão pelas panquecas com compota.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Party in the 80's

Andava há umas semanas com um som na cabeça, um refrão "Party all the time". Fui pesquisar e descobri que era de um remix de 2006, chamado PATT do Dj Sharam. Tem um refrão que fica a tocar vezes sem conta na cabeça. O mais interessante é que vim a descobrir que o original é uma canção de 1985, do actor Eddie Murphy e do músico Rick James. No youtube descobri o teledisco - os 80's em grande estilo! Especialmente na cabeleira do Rick James que o tornaram num ícone do Funk. Está lá tudo, as roupas, a música, o ambiente. A música alcançou o nº 2 na altura e a VH1 coloco-a em sétimo na lista das 50 piores canções de sempre. Acho que a canção já alcançou um estatuto na pirosice saudosista e ouve-se com um sorriso ou uma gargalhada, para quem não conhecer o músico Rick James. Recomendo as 2 versões, que são divertidas e especialmente o vídeo do original. 1985 foi à tanto tempo e agora podemos ver como eram as modas da altura.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Viagens dos anos 80...

Lembrei-me outro dia de uma viagem que fiz ao Norte há uns anos atrás. Ainda era miúdo e viajei com a família num Fiat 127 de um tio meu.
Na altura, as viagens ao Norte era feitas pela N1, o que levava um dia inteiro a chegar. Os camiões pelo caminho, atravessar a cidade de Coimbra, passar no Porto, em Lamego ou por outras cidades, dava um maior interesse à viagem.
Comprava-se fruta nas estradas com o quintal ao pé e puxava-se bastantes vezes do mapa para a orientação nas localidades do interior. Era uma aventura!
Ouviam-se cassetes gravadas vezes sem conta, parava-se para comer umas sandes no campo e bebia-se a água de fontes à beira da estrada.
Eram viagens muito desconfortáveis, longas e com demasiado peso. Com tão grande distância, era necessário carregar com mais bagagem, pois eram mais os dias de estadia para compensar tão longa viagem. Com malas e sacos entre as pernas e ao colo.
O mapa das estradas está hoje totalmente diferente. Hoje, ninguém pede para trazer as alheiras de Mirandela, o presunto de Chaves, os ovos moles de Aveiro. Deixámos de dar tanto significado a essas pequenas coisas.
Mas, aquela viagem que vi através do vidro daquele pequeno carro era um mundo de sensações com paisagens diferentes e maiores diferenças entres as gentes das diversas regiões. Sem multibancos e telemóveis, as férias eram dignas de um livro de viagens.

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