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terça-feira, 25 de março de 2014

Os rapazes da revolução


Ao final da tarde passei pelo torreão poente do Terreiro do Paço, onde decorria a apresentação de um novo livro com o título "Os rapazes dos tanques" do jornalista Adelino Gomes e do fotógrafo Alfredo Cunha.Vi a entrevista deles no Público onde diziam que no 25 de Abril tinham 29 e 20 anos respectivamente. Neste livro quiseram ir atrás dos jovens militares de 20 anos que estiveram presentes naquele dia em plena acção.
Interessante ver os autores que eram jovens jornalistas na altura e que assistiram a estes jovens militares enfrentarem a pressão e a responsabilidade naqueles tanques militares. Um dos taques estava junto ao torreão como cenário e chamariz para quem quisesse espreitar.
Quando cheguei assisti a um desses "jovens", o antigo cabo Alves Costa a dar uma entrevista à equipa da RTP. Este antigo cabo nunca mais tinha voltado a Lisboa desde esse dia de 1974 e foi um mistério para o descobrir. O papel dele foi muito relevante no frente-a-frente entre as forças revolucionárias e as forças leais ao governo nessa manhã. Achei muito interessante a entrevista dele ao Público. Um "rapaz" inocente que ficou de frente para uma situação terrível e decidiu bem. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Ao final do dia...

Ao final do dia sabe bem estar em família, ver um pouco de televisão, aproveitar o calor para andar descalço em casa.


A programação da televisão vai repetindo as mesmas fórmulas e tenho aproveitado para rever uns filmes em DVD. Não sei se vale a pena ter uns 100 canais quando o que queremos é aproveitar o tempo para aprender um pouco, brincar com a pequena e relaxar a cabeça com uma boa história.

Aqui aproveitei para desenhar enquanto passava uma nova novela brasileira na SIC. A pequena já dormia depois de ter visto os desenhos animados da pantera cor de rosa. Sabe muito bem ao final de um dia de trabalho.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Surf no Barreiro

Achei engraçada a notícia que passava na televisão na sexta passada. Um grupo de surfistas no Barreiro a aproveitar a ondulação causada pela passagem dos catamarãs. Eu que todos os dias faço esse trajeto nunca os tinha visto a apanhar as ondas. Conheço bem a ondulação que se sente quando cruzamos com um catamarã em sentido contrário, mas daí a aproveitar para surfar é mesmo de sentido de oportunidade.


Mas foi curioso como se têm boas ideias, se aproveitam efeitos secundários para uma actividade. Não tinha coragem de me enfiar naquelas águas do tejo, mas gosto de ver que há quem as saboreie de outro modo.

Gosto muito de estar à beira rio, no Barreiro, em dias de sol e muita gente vai para as esplanadas ao final da tarde saborear a vista para o Seixal, Almada e Lisboa. E há quem pesque naquelas águas. Desta vez, desenhei um que tentava apanhar algo enquanto via alguns peixes a saltarem ao largo.
Uma paisagem diferente, com potencial turístico mas que apenas vai entretando os barreirenses. Ainda gostava de ver o Barreiro Velho aproveitado como a zona antiga do Seixal e de toda a baía.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ano Lectivo

Já começo a ver os estudantes de capa e batina na travessia do barco. Vão começando as aulas nas universidades e as festas dos caloiros. Não sei como aguentam andar de fato e com a capa, deve ser um calor.


Está a ser um regresso de férias violento em termos de notícias sobre a crise, a Madeira, a Europa, a Grécia... Já não dá para absorver tanta informação. Ainda por cima ao serão, a televisão volta a descer de nível com mais um big brother.

Por isso, ontem estive a apreciar as paisagens do Douro no programa "Câmara Clara" que no domingo à noite, tinha como tema o Museu do parque do Côa. O museu é muito bonito no exterior e no interior e ainda consegui aprender alguma coisa sobre as gravuras e o Paleolítico superior. Senti-me a relaxar ao ver o programa e acabei por me deitar com a sensação de tempo bem dispendido.
Sempre se aprende algo e ainda motiva a aprender mais. Com o novo ano lectivo a começar há vontade de começar novos projectos e novos encontros de desenho. É sempre um regresso fresco de ideias depois do verão.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

11 de Fevereiro

Na passada sexta-feira, pudémos assistir a um "25 de Abril" no Egipto. Após 18 dias de protestos, o presidente Mubarak resignou e providenciou uma abertura democrática em 30 anos de poder.
Foi muito interessante acompanhar a emoção das pessoas que estiveram na Praça Tahrir e saborearam um pouco da utopia. Já sabemos que muita coisa se processa nos bastidores da diplomacia, mas é poético ver como uma multidão reage em união.
As televisões buscam essa emoção e os telespectadores querem ver isso como num filme. Quanto mais longe os países, mais bonitas se tornam as cenas. É mais preocupante quando se trata de um país vizinho.


Infelizmente esta emoção de estar a viver uma utopia dura pouco tempo. Depois é voltar à realidade, às perseguições de quem estava a favor do governo, de próximos governos fracos e muitas reacções. Mas vale a pena mudar um pouco. Novas ideias, novas formas de governo.

Por cá, tivémos uma semana de greves e na sexta tive de me socorrer dos barcos do Seixal. Foi um passeio diferente e voltei aos desenhos. Este desenho é anterior e suspeito que a rapariga deu conta que estava a ser desenhada. A pose dela era um pouco estudada.

sábado, 24 de julho de 2010

Travel Notebook de volta!

Fui apanhado de surpresa ao dar com um episódio da série "Travel notebook" no canal Travel. Esta série, sobre ilustradores-viajantes, havia passado neste canal há uns meses e não a tinha visto.
Agora voltou, mas em horários complicados. Os próximos programas:

Cambodja - Domingo 25/07 - 21h

Namíbia - Segunda 26/07 - 02h

Islândia - Quinta 29/07 - 19h e repete Sexta 30/07 - 00h.

Quem puder ver, aproveite para ver excelentes trabalhos de ilustração em paisagens e gentes que fascinam.
Neste vídeo vemos a ilustradora Elsie Herberstein na Namíbia.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Lost" acaba a 24, mas aqui será em 2013

Pois é, a sexta temporada da série mais estranha de sempre termina na madrugada do próximo dia 24 de Maio. Não sendo aficionado, apenas porque nunca consegui ver 2 episódios seguidos, gostava de saber como os argumentistas irão dar todas as explicações às questões levantadas desde o início. Quanto a mim, o mistério ficará no ar e cada um decidirá sobre o caso.



Vem isto a propósito da situação que estamos a viver em Portugal e no resto da União Europeia. Para mim, acho que os governos estão na Europa como os personagens da série naquela ilha. Há sempre um buraco a descobrir, histórias que vão aparecendo e o dia-a-dia é de sobrevivência.

Na semana passada, as medidas do plano de austeridade ficavam para 2011, depois começavam já, mas por um ano e meio e agora passam a entrar a 1 de Junho e será até 2013. Andam todos "Perdidos".
Quer me parecer que haverá uma corrida aos subsídios de férias antecipados antes que levem um corte de 1% ou de 1,5%.
Somos todos personagens nesta ilha "Europa" sem sabermos de que lado caímos quando o grande avião "Crise Financeira" se despenhou.

Vai uma aposta em como os tipos caíram na ilha por causa de uma nuvem de cinza vulcânica...

Foto daqui.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Este país é um colosso..."

Em 1983 era um miúdo, mas lembro-me da canção do casal de bêbados, Agostinho e Agostinha, com os actores Camilo de Oliveira e Ivone Silva, no programa "Sabadabadu".



Vem a propósito da notícia de hoje sobre o aumento geral de impostos.
Em termos de situação económica voltámos no tempo.
Como na crise de 1983, o pessoal volta a apertar o cinto.
Este país perdeu o tino, a armar ao fino...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nigella Lawson

A nova raínha da cozinha, Nigella Lawson, uma inglesa que sabe apelar para os nossos sentidos. Só falta a televisão transmitir os aromas e os cheiros.
Esta inglesa tem uma postura muito descontraída e sensual na cozinha. Faz pratos para jantares de grupos de amigos e torna todo o modo de cozinhar, um gozo para quem está a ver. Até apetece passar lá por casa dela e saborear alguns dos doces que ela faz.
Já via os programas do Jamie Oliver e que nos fazia querer também cozinhar, mas a Nigella, deixa-nos com a água na boca. Ainda por cima tem a descontração de provar com a colher bem cheia.
É essa forma descomplexada, meio exagerada que nos mima a atenção. E nota-se pelo corpo que ela aprecia bem a comida que faz. Não é nada magrinha, mas cativa com um olhar, um falar das receitas, olhando de esguelha para a câmera e quase sem se importar com o que diz. Recomendo.

Ainda por cima, tal como o Jamie Oliver, adora a cozinha italiana. Num dos seus programas, "Nigella bites",  ela afirmou que  se os franceses dão maior atenção ao cozinheiro, os italianos têm na comida a sua paixão. Na minha opinião, nesta inglesa, a atenção vai para as duas.
Passa na SIC Mulher, mas não sei a que dias. Tenho visto ao fim-de-semana.



Site oficial: http://www.nigella.com/

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Mafaldinha é que percebe!

Hoje faz 45 anos que surgiu a pequena Mafalda do ilustrador argentino Quino. Mafalda, a contestatária, a voz da razão e das pessoas que pensam um pouco sobre a realidade que está à sua volta e se interrogam constantemente sobre isso.
Tudo isto para falar sobre o comunicado do PR de hoje e os consequentes comentários dos partidos e dos analistas políticos. Acho que devem estar a gozar com o pessoal que põe a cruz no boletim de voto! Tudo por causa de 2 notícias que saíram no Verão.
Sei que os jornais vão tendo dificuldade em vender e que há falta de notícias bombásticas, mas não é assim que chegam ao seu público. Muitos, no qual me incluo, preferem ler as notícias na Internet e que são colocadas gratuitamente. Claro que são apenas umas achegas e que o desenvolvimento vem só na edição impressa. Mas, quem tem tempo para ler toda a notícia? Ficamos muito bem com os resumos que informam pouco, mas o interesse por elas tem o mesmo tamanho. Assim se criam casos que aparecem na imprensa e que apenas alguns conseguem entender. Não sei o que sucederá aos jornais diários generalistas, mas não vejo que durem muito tempo, a trabalhar desta maneira. Ou assumem os nichos de mercado - política, economia, desporto, cultura... ou estão condenados a auto-asfixiarem as suas vendas.

Por hoje já chega de política. A televisão nos vários canais já me parece estar em "loop"...


Parabéns Mafaldinha! És mais inteligente que muitos.

Retirei a imagem daqui e a respectiva tradução:
- Os jornais! … Os jornais inventam a metade do que dizem! – afirma Libertad.
- E ainda por cima os jornais não contam metade das coisas que acontecem. O resultado dessa soma é que os jornais não existem! – completa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Masada - A fortaleza de Israel

Na National Geographic deste mês, Herodes é o rei. O seu legado na arquitectura, no seu reinado, nas suas políticas. Na capa surge a célebre fortaleza de Masada ou Massada.
Por curiosidade, a RTP memória começou a dar uma série com alguns anos sobre um cerco que os romanos fizeram a essa fortaleza. Com os cenários naturais da região, nota-se a aridez do lugar, o calor e a vista do Mar morto. Aconselho a ver a série com o Peter O'Toole e Peter Strauss.
Gostaria de um dia visitar a região, mas os conflitos tornam dificil e arriscado uma visita aos locais arqueológicos deixados por Herodes.
A história castigou este rei, distorcendo todos os benefícios que trouxe ao povo da Judeia e acaba por ser conhecido do Ocidente, como o rei que mandou matar todos os recém-nascidos para evitar a vinda do Messias, Jesus.
Os recrutas israelitas fazem o juramento no topo desta fortaleza, símbolo da resistência, ao nascer do sol, com as palavras "Masada não cairá de novo".
Estes dados poderão ser vistos na Wikipédia com toda a história explicada e aqui também.
Impressiona-me o esforço feito para erigir uma fortaleza naquele lugar e as excelentes condições que oferecia na sua época áurea.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CensurArte


Ao ler hoje a crónica do Ferreira Fernandes no DN, soube que no palácio Chigi, a sede do governo italiano, fizeram uma "pequena" alteração ao cenário da sala de conferências de imprensa.
No início desta semana, a imprensa italiana, noticiou a cobertura de uma mama que surgia destapada na reprodução do quadro do pintor Giovanni Battista Tiepolo "La Verità svelata dal Tempo" do século XVIII.
A intenção não foi de censura ao quadro, mas de não desviar a atenção da imagem do orador, que fica com a dita mama junto da cabeça. Aparentemente, a ex-careca do primeiro-ministro era o principal motivo que os assessores de imagem, alegam para a "melhoria" da imagem do quadro.
Num país que assistiu à pintura de ceroulas nos frescos da capela Sistina, por pedido do Vaticano, acaba por não ser inédito, mas curioso que em pleno século XXI, se assista ainda a estas "melhorias" em obras de arte.
Berlusconi que se mostra normalmente à vontade a falar sobre mulheres e a sua beleza (a célebre escolha de Mara Carfagna para ministra da Igualdade), deveria ter rejeitado esta alteração. Aceitava o peito nu com o mesmo a mesma coerência dos seus discursos e pensamentos ou então mudava de cenário, colocando outro quadro mais de acordo com politicamente correcto da imagem televisiva para as conferências de imprensa.
Por ironia, o primeiro-ministro é dono de cadeias televisivas que mostram frequentemente, em concursos, mulheres com o peito nu. Lembram-se do concurso "Colpo grosso" nos primeiros anos da SIC.
A ver se não começam a querer tapar com gesso, os bustos da República...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Um pintor chamado Klimt

Na terça à noite vi um excelente documentário na RTP2 sobre Gustav Klimt, um pintor vienense. Fiquei fascinado pela análise à sua obra, a sua vida, as suas influências, o contexto da Viena de 1900 e as suas extravagâncias.
A sua obra mais famosa, O beijo, transmite várias sensações. De ternura para uns, de submissão da mulher para outros e ainda há quem afirme ser o fim de um amor.
Observando bem, a mulher parece que se quer afastar do homem, enquanto lhe tenta beijar, mas o estar ajoelhada, demonstra submissão.
Uma obra que já foi muito analisada, mas que levanta tantas questões. Quem é a mulher retratada? É o próprio pintor que se retrata na figura masculina? Sabe-se que ele utilizou materiais como o gesso e folhas de ouro para dar aquele destaque à cena, com o manto enorme a definir os corpos por padrões e a escondê-los ao mesmo tempo, sem sabermos o que se passa por debaixo dele.
Os temas que Klimt retratou foram as mulheres e o erotismo. Frequentemente tinha várias mulheres a circularem pelo seu atelier, para apanhar poses mais realistas e naturais.
Klimt viveu numa Viena cuja mentalidade andava à descoberta do sexo (Freud é contemporâneo do pintor) e o cosmopolitismo da cidade proporcionava o aquecer de propostas culturais renovadoras.
Gosto também deste quadro, Judith, em que a expressão da mulher revela muito erotismo. Diz-se que retratou uma das suas amantes e que as suas musas eram mulheres ruivas.
Viveu sempre com a mãe e a irmã e nunca quis uma relação estável com alguma mulher. Psicológicamente, fazem-se muitas análises com base nas suas pinturas, mas penso que o pintor se especializou num tema de que gostava e deu espaço à sua arte e paixão pelo desenho de mulheres, tal como são as obras de Manara.
Não criou tendências na Arte e tornou-se singular nas suas obras. Meio
século depois da sua morte, os anos 60 do século XX voltaram a conferir a Klimt, nova fama. Estudantes colavam posteres com a sua obra mais famosa para mostrar o que sentiam e dar um ar culto às suas conquistas amorosas.
Hoje em dia, as suas pinturas estão em t-shirts, postais, lençóis, cortinas, puzzles... Como enigmáticas que são, não cansam de olhar e tentar perceber mais pormenores deixados pela cabeça de Gustav Klimt. Mais documentários sobre pintores, que outro dia vi sobre Johannes Vermeer. Excelentes!

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