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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mais um filme polémico...

O cartaz que abaixo apresento foi censurado pela rede de transportes de Madrid, por causa da imagem. O cartaz a anunciar o filme "Diário de uma ninfomaníaca" foi censurado nos outdoors do metro e proibido nos autocarros. Acaba por ser uma maior publicidade para ir ver o filme. Todos sabemos que o polémico é o mais apetecido. O filme é a adaptação do livro da francesa Valérie Tasso. O livro foi um best-seller e passou para o cinema pelas mãos de Christian Molina. A estreia estava marcada para a sexta-feira passada em Espanha. Lembrei-me da censura feita ao quadro que serve de fundo aos discursos do Berlusconi, que já havia falado anteriormente. Por mais aberta que se torna a sociedade, há-de sempre haver textos, imagens, filmes polémicos.Imaginando o metro de Madrid com os cartazes cobertos com uma faixa preta, ainda levanta maior curiosidade para vermos o que esconde. Neste caso é uma mão de mulher que se encontra a escorregar para dentro da própria lingerie e o resto é a nossa imaginação. Será que o filme estará à altura da expectativa criada por alguns. O livro esteve. Muitos foram os livros que foram surgindo sobre histórias de jovens, algumas universitárias, que se sentiram atraídas pelo mundo do sexo e da prostituição. Descobre-se um nicho com um tema picante e daí vem uma catadupa de estórias que envolvem sexo, mulheres e homens com poder e dinheiro.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CensurArte


Ao ler hoje a crónica do Ferreira Fernandes no DN, soube que no palácio Chigi, a sede do governo italiano, fizeram uma "pequena" alteração ao cenário da sala de conferências de imprensa.
No início desta semana, a imprensa italiana, noticiou a cobertura de uma mama que surgia destapada na reprodução do quadro do pintor Giovanni Battista Tiepolo "La Verità svelata dal Tempo" do século XVIII.
A intenção não foi de censura ao quadro, mas de não desviar a atenção da imagem do orador, que fica com a dita mama junto da cabeça. Aparentemente, a ex-careca do primeiro-ministro era o principal motivo que os assessores de imagem, alegam para a "melhoria" da imagem do quadro.
Num país que assistiu à pintura de ceroulas nos frescos da capela Sistina, por pedido do Vaticano, acaba por não ser inédito, mas curioso que em pleno século XXI, se assista ainda a estas "melhorias" em obras de arte.
Berlusconi que se mostra normalmente à vontade a falar sobre mulheres e a sua beleza (a célebre escolha de Mara Carfagna para ministra da Igualdade), deveria ter rejeitado esta alteração. Aceitava o peito nu com o mesmo a mesma coerência dos seus discursos e pensamentos ou então mudava de cenário, colocando outro quadro mais de acordo com politicamente correcto da imagem televisiva para as conferências de imprensa.
Por ironia, o primeiro-ministro é dono de cadeias televisivas que mostram frequentemente, em concursos, mulheres com o peito nu. Lembram-se do concurso "Colpo grosso" nos primeiros anos da SIC.
A ver se não começam a querer tapar com gesso, os bustos da República...

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