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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Sexta-feira ao final da tarde


Em fevereiro temos menos frio e um céu lindo ao final da tarde. Para quem como eu tem oportunidade de atravessar o Tejo e poder apreciar as cores, rosadas ou alaranjadas do céu, é um belo espectáculo.
No barco, as pessoas enganam o tempo com jogos no telemóvel ou consulta de novidades, enquanto eu observo o ambiente e registo em caderno. Neste desenho, chamou-me a atenção de uma senhora encostada ao poste que só queria descansar e fechar os olhos por minutos. Um descanso ao final de uma semana de trabalho.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Take Away no Restaurante Chinês


De vez em quando vou ao restaurante chinês Xin Yun, que fica no meu bairro, buscar refeições. É um espaço que se manteve apesar da quebra há uns anos deste tipo de comida. O Sushi japonês elevou o nível e muitos restaurantes chineses acabaram por fechar.
Quando lá vou acabo por ficar na conversa com o Sr. Chen. Ele tem a minha idade e aprendeu a falar português como auto-didacta. Pergunta sempre pelos meus desenhos e explico como/onde são feitos. Numa das últimas idas esperei um pouco mais, a casa estava cheia e acabei por desenhar o ambiente da sala.
Ainda desenhei noutra ocasião um quadro que lá está e procurei desenhar os caracteres chineses. O Sr. Chen corrigiu apenas um detalhe, mas disse-me que estavam muito bem. É sempre um prazer lá voltar para falar com ele. 


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Revisão Automóvel


Levar o carro à revisão é sempre um momento em que ficamos a pensar no que poderíamos estar a fazer de útil em vez de estar ali parados. Como tinha um compromisso pedi ao mecânico que tivesse o carro pronto antes das 11h00. 
Fiz o desenho a meio da operação e ele demorou cerca de 40 minutos. Mostrei-lhe o desenho no fim e disse-me que tinha sido rápido a fazer. Agradeci também a rapidez dele. Pelas 10h00 saí da oficina.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O miúdo dos cromos


A semana passada, no Metro, reparei num miúdo com a avó. Tinha nas mãos os cromos de jogadores de futebol. Explicava à avó quem eram e os que já tinha repetidos. Penso que ela não deve estar a par das novas aquisições dos clubes da Liga principal portuguesa, mas ia comentando com o neto. Ele muito entusiasmado com as figuras e eu aproveitei para desenhar o conjunto familiar. Uma ligação geracional que é necessário fortalecer.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Gorro Vermelho


Neste dia voltava do trabalho na primeira semana de trabalho de 2016. Um pouco cansado e talvez com peso a mais da época de Natal. 
Tem sido um Janeiro atípico em termos de tempo. Costumava ser muito frio, com sol e sem chuva, mas com o El niño no Pacífico, acho que teremos um ano atípico. Por isso estranhar ver gente com gorros e cachecois. Já sei que os miúdos nas escolas podem ir de calções no Inverno mas não deixam de usar o seu cachecol. Em relação aos gorros é que me faz transpirar quando vejo um. Neste caso não era dia de jogo do Benfica, por isso chamou-me a atenção. Na minha moldura visual via o vermelho do gorro e umas belas unhas pintadas da mesma côr. O resto era o cinzento invernal.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

No ecrân de um smartphone


À distãncia que estava e conseguia ver mesmo bem as fotos de um bébé no enorme ecrân de um smartphone. A rapariga atrás ia comentando com a amiga na fila da frente. Do lado do corredor ia tudo meio amorfo quase sonolento. No 2º piso da travessia de barco Lisboa-Barreiro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Rappel na Rua do Carrião.


Na pausa de almoço, apanhei um pintor em rappel num edifício antigo em plena rua do Carrião. Chamava a atenção a todos que passavam. Aproveitei e fiz o registo no caderno.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Esquerda - Direita


Sentado no 2º piso do barco, desenhei a rapariga do tablet que estava à minha direita e juntei duas mulheres a dormir à minha esquerda. Achei engraçado o processo de união dos 2 desenhos e a certa altura a decisão era saber onde terminava um plano e começava o outro. Gosto da experiência.

Quando o barco atracou estavam duas senhoras de leque atrás da rapariga de casaco verde a comentarem à vontade os meus desenhos. Levantei-me e olharam bem para mim, se calhar para verem como é um tipo que faz desenhos, se corresponde a algum imagem que as pessoas tenham de um desenhador. 
Tal como temos curiosidade em conhecer a imagem de alguém cuja a voz estivémos a ouvir nas cadeiras atrás de nós e se corresponde ao sketch mental que entretanto fizémos na viagem.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uma bicicleta


Desta vez o passageiro captado em desenho foi uma bicicleta. Diáriamente circulam 2 ou 3 biclas em cada viagem. Há espaços para estes "passageiros", normalmente ao fundo do barco ou como neste caso junto à porta de saída a bombordo e perto da escadaria que liga ao 2º piso.
A bicicleta é bem bonita e com uma estrutura que a deixa acima da média das biclas normais de passeio. Pude terminar o desenho e no fim o dono apareceu. Não deu por mim ou se calhar sim, porque se atrapalhou a preparar a saída e o capacete foi parar ao chão e mais uns apetrechos. A sorte é que o barco atracou do outro lado, senão estaria o espaço completamente cheio de passageiros em fúria para saír.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Desenho na proa


Um desenho na proa do barco. O local onde vão mais passageiros. Em dias de muito calor abrem a porta e corre a brisa do Tejo até à popa. Tudo a dormitar ou a jogar no telemóvel.
Curiosidade de ouvir falar em italiano de umas raparigas mais à frente e um nariz a espreitar o meu desenho. Estava todo inclinado para a direita para ver os detalhes da porta quando viro-me para a esquerda e tenho uma senhora inclinada para o meu lado a ver o que desenhava. Não disfarçou e manteve o olhar no caderno.
À saída os passageiros levantam-se antes do barco atracar e o corredor fica cheio de pessoal de pé. As italianas ficaram à espera de saír mesmo ao meu lado, enquanto acabava de desenhar e aproveitaram para espreitar também.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Atmosfera na travessia do Tejo


Gosto muito de desenhar nas travessias diárias do rio Tejo. Há sempre algo que nos chama a atenção. O ambiente é normalmente calmo, silêncio de manhã e à tarde com mais conversa. As pessoas em grupo viram-se para conversar com os colegas de trás, há poses de espreguiçanço como no primeiro desenho, leituras diversas e muita gente em meditação com os olhos fechados nos sonhos de quem é embalado na ondulação do Tejo.


E claro há sempre quem ache curioso um tipo de caderno a escrevinhar e a olhar. E alguns ganham coragem de espreitar e muito raramente metem conversa comigo. A atmosfera quotidiana nas travessias entre Lisboa e o Barreiro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O Puto do Record


Estava sentado do lado do corredor no piso superior do barco Lisboa-Barreiro, quando vi ao lado um rapaz com uns 10 anos que estava a ler as notícias pequenas do jornal Record. O Pai ao lado ia falando com ele, provavelmente explicando o mundo do Futebol.
Lembro-me de uma entrevista com um antigo jornalista d'A Bola explicar que muitos miúdos há 30 ou 40 anos tinham acesso às leituras desse jornal, que essa era a literatura possível e que muitos desenvolveram a capacidade de leitura, raciocínio e opinião nesses textos que comentavam os jogos de domingo à tarde.
A postura do miúdo era muito relaxada, com a perna esquerda em cima da perna do pai. Acabada a leitura do jornal, começou num jogo na playstation portátil.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

You talkin' to me?


"You talkin' to me
You talkin' to me?
You talkin' to me? Then who the hell else are you talking... you talking to me

Well I'm the only one here."

Robert DeNiro - Taxi Driver

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Hip hop nas minhas costas


Um final de tarde com uma banda sonora diferente. Sentei-me no ferry à janela. A rapariga ao lado pôs o sono em dia. Ao pé uma mulher repunha a maquilhagem da manhã e outra estava concentrada no tablet. Um viagem normal.
Atrás de mim sentou-se um rapaz com a música do telemóvel para todos ouvirem. Um grande hip hop português. E tão bom era que o rapaz fazia o ritmo com as pernas. Os joelhos dele batiam nas minhas costas. E foi assim até ao fim da viagem. 
Ainda bem que não foi "Metal" senão ainda levava uma cabeçada.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sabrina


Uma sabrina pendurada no pé chamou-me a atenção. Peguei no caderno ao mesmo tempo que a dona da sabrina pegava num livro para ler. A viagem Lisboa-Barreiro começava com a travessia e a apanhar com o sol do lado direito.
A sabrina não balouçava, mas a sua dona sim. A espreitar o que eu tanto olhava para o lado dela.

No fim, nem vergonha do lado dela nem do meu para mostrar o desenho ou curiosidade para ver o resultado final. Não sei se ela gostaria de ficar com uma sabrina pendurada para sempre no meu caderno.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Falar estrangeiro


Um café na padaria portuguesa dos Restauradores em Lisboa. Logo de manhã, oiço na mesa ao lado um casal de japoneses à gargalhada. A mulher ria a bom rir com o que o homem dizia. Naturalmente não percebi nada e apenas eles é que riam em todo o café. Quase parece uma arma secreta, isto de haver línguas que não entendemos nada. O mesmo sucederia se estivesse a contar piadas em português num café em Tóquio.
Normalmente, apanho algumas palavras em francês ou espanhol ou italiano e percebo o contexto dos grupos de turistas que falam estas línguas, mas é sempre tão estranho estar ao lado de alguém a falar e não entender nada. Podem simplesmente estar a comentar sobre quem está ao lado ou a contar os maiores disparates. Essa é também uma das grandes liberdades que sentimos como viajantes em países estrangeiros.

quinta-feira, 12 de março de 2015

De manhã vê-se o mundo no café


Um desenho de manhã n'a padaria portuguesa. Um sucesso junto dos turistas com aquele ar de quem acabou de deixar o hotel e aparecem para o capuccino, croissant e sumo de laranja. Gosto de ver os grupos animados, a contarem piadas e a prepararem o dia de passeio. Muitos trabalhadores de escritório, como eu, que passam por ali para um café e e uma sandocha para o meio da manhã. Um ambiente todos os dias variado nas mais diversas nacionalidades e modas. E um tipo a desenhar...

terça-feira, 10 de março de 2015

Conseguias fazer?


Comecei este desenho com o rapaz de barba em conjunto com as pernas espetadas nas suas costas. O desenho progrediu. Entre mim e uma rapariga, sentou-se uma senhora mais velha que era conhecida dela. Eu ia do lado do corredor. As duas falaram um pouco, como estavam as coisas...e logo faltou tema para continuar. A senhora pegou no tricot e a rapariga manteve-se com o telemóvel. 
Percebi que a senhora ia dando uma espreitadela para o meu caderno.
Quase no fim da viagem de ferry, a chegar ao Barreiro, a mais velha chamou a atenção da mais nova para o meu desenho e perguntou-lhe bem baixinho "Conseguias fazer?"
A rapariga disse que já tinha feito uns desenhos e que deixou. As duas murmuravam.
Fechei o caderno e levantei-me. Não olhei para trás quando saí, mas dei-lhes um tema comum para falarem um pouco mais.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Namoro como se vê poucas vezes


Este desenho, apanhei-o na travessia de barco Lisboa-Barreiro e gostei muito de ver a interacção do casal, especialmente da rapariga que não parava de abraçar o namorado. A expressão dela estava muito bonita cada vez que olhava para ele que ia falando calmamente.
Eu tinha começado a ler um livro, mas peguei no diário-gráfico e registei o momento que achei muito bonito. Sem beijos, mas muita cumplicidade.

Para preparar o ambiente para o dia dos namorados. Este ano, acredito que além dos ramos de flores e do jantar, a ida ao cinema para ver o filme "50 sombras de Grey" estará na lista. Pelo menos um dia olhamos com outros olhos para a nossa parceira ou parceiro. O que deveria ser durante o ano, mas o pessoal já anda tão desligado das emoções que pelo menos num dia o amor fica no topo.
... os corações foram colocados depois... claro!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Mais umas horas na Urgência Obstétrica


Mais umas horas na sala de espera da Urgência Obstétrica do hospital Garcia de Orta, em Almada. A desenhar o tempo passa mais rápido, temos alguns olhares sobre o que estaremos a fazer e muitas poses para desenhar.



Estive sentado numa cadeira mesmo ao lado da máquina de sandes e sumos. Curioso foi que a certa altura apareceu uma equipa da RTP para filmar um iogurte líquido a caír dentro da máquina. Ainda levou algum tempo e umas moedas para o cameraman conseguir a imagem desejada. Foi estranho, com todos a tentarem ver o que por ali se passava. Ainda pensei desenhar a acção, mas não quis distraír o operador de câmera e a chance de apanhar o movimento era de concentração. Lá conseguiram e saíram. Desta vez não houve entrevistas sobre as urgências, apenas um iogurte e continuou tudo na sala à espera da chamada.

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