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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Carnaval e Múmias no Museu


Na terça-feira de Carnaval tive dispensa no trabalho e aproveitei para ir com a minha filha ao Museu de Arqueologia. Já tínhamos visto filmes com múmias e ela gosta sempre da acção e da aventura. E dizia-lhe que havíamos de ver uma múmia ao vivo. Ao vivo, mas que não se mexe como nos filmes.
Gostou de ver a exposição temporária Lusitânia Romana: a Origem de dois povos e sempre a querer mexer nas peças, como fazem todos os miúdos. Depois fomos ver a sala do Egipto onde estava a múmia. Deve-lhe ter dado um arrepio e teve medo de a ver. Acabei por ver a sala com ela ao colo a dizer que queria saír. Para desanuviar fomos desenhar um pouco na secção de pedras, estátuas e lucernas romanas. Sentados no sofá e com os lápis de côr. Alguns visitantes iam espreitando o que fazíamos. No fim comprei-lhe um caderno para desenhar porque o dela estava no fim. Curiosamente os caderno vem decorado com motivos egipcíos e múmias.
De tarde fomos ver o planetário. A primeira vez para ela. Quase levantou voo no foguetão. Sessão cheia para os miúdos. Um Carnaval bem gozado.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Arqueologia na Baixa de Lisboa IV


Recomeçaram as escavações no antigo convento Corpus Christi, na Baixa de Lisboa. Numa antiga loja de electricidade tenho acompanhado o trabalho de uma equipa de arqueólogos da empresa Empatia.
Há muita terra a ser retirada e começam-se a ver as fundações dos edifícios antigos, algumas ossadas e um cruzar de várias épocas que só os técnicos conseguem entender.
Pergunto se os muros ficam ou são retirados. Tem a ver com a relevância dos achados e da entidade que regula estas investigações em Portugal. 

Fiquei a saber que há actividades sobre arqueologia para os mais pequenos e que procuram sensibilizar as crianças e os pais para a importância destes trabalhos que para muita gente é apenas uma perda de tempo nas obras, mas que se trata do nosso passado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Arqueologia na Baixa de Lisboa III


A equipa de Arqueologia está de volta à rua dos douradores em Lisboa. Continuam as escavações no antigo convento Corpus Christi e mais ainda estará para surgir.
Este desenho revela as sapatas do edifício depois de retirado o pavimento de cimento da antiga loja de electricidade. Na loja do lado ainda retiram montes de ossadas de antigas valas resultantes do grande terramoto de 1755. Vou continuar a acompanhar as escavações.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Arqueologia na Baixa de Lisboa II


Outro dia tive um pouco mais de tempo no caminho para o trabalho e consegui desenhar rapidamente o cenário de uma escavação no antigo convento Corpus Christi, na Baixa de Lisboa.
Impressiona ver duas caveiras à espreita no chão de terra, com uma delas mesmo de frente para mim. Muitas ossadas misturadas que ficaram em entulho da época do Terramoto de 1755 e de toda a destruição causada.

Antes todos eram enterrados nas igrejas, prática que só foi alterada no século XIX com a obrigação de criar cemitérios ao lado das igrejas como medida de higiene. Grande polémica na altura com os familiares a quererem manter a tradição dos enterros nas igrejas.

Por vezes encontro a equipa que lidera a escavação e aprendo algumas coisas numa troca de impressões. Quando lhes perguntei se não lhes faz impressão mexer em ossadas, respondem que é mais difiícil quando encontram objectos pessoais como roupa ou sapatos. Mas mantendo a concentração científica no trabalho, a pesquisa sobre como viviam os nossos antepassados continua. E vou passando diariamente a acompanhar os trabalhos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Futuro do Património do Passado



Estive a ler uma notícia do Público sobre a descoberta de um Baptistério Paleocristão em Mértola. Mais uma descoberta importante numa vila que é um exemplo de valorização do património em benefício da terra. Tem o Festival Islâmico de 2 em 2 anos que é um sucesso. São exemplos destes que devíamos aplicar noutras terras que têm património, mas que não está dísponível para o turismo e para usos culturais.

Casos como a Torre velha de S. Sebastião da Caparica que fica de frente para Lisboa, que faz parelha com a Torre de Belém e no entanto está toda degradada. 
Outro exemplo e que vejo diáriamente é de um edífico que fica na Baixa Lisboeta, perto da rua da Madalena e a caminho da Sé. Dentro do edíficio estão as ruínas das Termas romanas dos Cássios, com materiais de construção e sem acesso ao visitante. É lamentável que estes casos com potencial cultural e financeiro não sejam aproveitados. 
Vejo casos em Inglaterra com milhões de visitas aos principais museus e de tudo fazem uma atração que patrocina mais projectos e investimento.
Itália é outro país que vive muito da história e da arte. Incrível como tantos visitam a "varanda da Julieta" em Verona e trata-se apenas de uma personagem fictícia de uma peça de Shakespeare. Mas a cidade soube valorizar o facto e o turismo compensa.

Podem-se fazer mais hoteis e restaurantes, mas se não houver nada para se ver não vale a pena vir. A questão, acho, não é tanto financeira mas de união de esforços entre diversas entidades, criar itinerários, promover um conjunto que puxe tudo para uma ideia. Pensamos em cidades portuguesas, mas tudo em separado - Gastronomia, Pintura, desportos radicais, caminhadas...

Há muito trabalho a fazer. Começa agora.

Desenho: Pousada de São Filipe em Setúbal, antiga fortaleza do século XVII.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Arqueologia na Rua da Vitória



Continuo a acompanhar diáriamente as obras na Baixa de Lisboa, na rua da Vitória. É sempre com muita curiosidade que vou espreitar os trabalhos de arqueologia que acompanham essas mesmas obras. Já tinha visto um pedaço de arruamento pré-terramoto e agora os trabalhos concentram-se em frente da igreja de S. Nicolau.


No meio do estaleiro, uma equipa da ERA escava e retira ossadas. Não sei se seria um antigo cemitério, se parte do entulho que ficou do terramoto de 1755. É interessante observar os trabalhos, o método de escavação.

Achei muito engraçado a conversa de 2 senhoras que fazem a limpeza da Igreja e um pouco chocadas com a descoberta de ossadas. Uma disse que o padre já tinha referido a possibilidade de isso acontecer e a outra afirmou que quando morrer quer ser enterrada na aldeia para que não andem a mexer nos ossos dela. Achava que não se devia fazer estes trabalhos. Que deviam ficar em paz. É sempre mais complicado explicar às pessoas o porquê destes trabalhos.


Ainda fiz uns exercícios de desenhar os movimentos da equipa de trabalho. Tudo muito rápido e colorido em casa. Vou continuar a acompanhar.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Festa da Arqueologia 2013


No dia 8 de Junho fui ver a Festa da Arqueologia no Museu do Carmo, Lisboa. Oportunidade para rever o espaço, as exposições e como era a festa que não tive oportunidade de ir em 2012.

Muito divulgação e jogos para os miúdos, achei muito gira e didáctica. Recriações de modos e usos primitivos, fotos de escavações, a arqueologia subaquática e de vários institutos que se dedicam a descobrir um pouco mais sobre a nossa história.



O espaço está bem escolhido para festejar 150 anos da associação dos arqueólogos, cheira a história por todo o lado e ao mesmo tempo estamos dentro de um convento bem diferente dos outros. Sempre presentes as marcas do grande terramoto, que segundo notícia que li hoje poderá repetir-se. Com a descoberta de uma fratura tectónica em formação não nos deixa muito descansados.


Ainda procurei fazer um pequeno desenho do espaço, mas não saíu bem. Achei piada o uso dos marcadores que estavam numa tenda para os miúdos pintarem. Ainda colori o desenho com eles.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Arqueologia na Baixa de Lisboa

No trajecto que faço todos os dias para o trabalho, tenho assistido a obras na rua da vitória, na Baixa de Lisboa. Vou espreitando todos os dias para ver o que se descobre por debaixo da rua. Esta semana puseram a descoberto um belo pedaço da antiga calçada e arruamento pré-terramoto de 1755. É fascinante observar os degraus da porta e o pavimento avermelhado do interior de uma casa.


Fiz um desenho e acabou por ser um desafio para mim, todo o emaranhado de material, a definição do pavimento, mas soube-me bem o momento. A certa altura tornei o desenho mais livre e incluí o pavimento da rua que só se vê um pouco mais ao lado.



Tirei umas fotos onde se vê a arqueóloga a acompanhar e a coordenar o trabalho. Como provavelmente terá de ser destruído para fazer a estrutura para saneamento e cabos, fica a oportunidade para conhecer o passado e verificar como os arruamentos eram bem diferentes da estrutura rectilínea pombalina. Quem puder passar por lá e dar uma olhadela, recomendo. Este pedaço de história está na esquina entre a rua da vitória e a rua Augusta.

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