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terça-feira, 16 de junho de 2020

Cronologia de uma pandemia


A evolução da pandemia em registos no diário-gráfico, desde os 2 primeiros caso em Portugal, passando pelo Estado de Emergência e desconfinando lentamente pelo Verão.










quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Sexta-feira ao final da tarde


Em fevereiro temos menos frio e um céu lindo ao final da tarde. Para quem como eu tem oportunidade de atravessar o Tejo e poder apreciar as cores, rosadas ou alaranjadas do céu, é um belo espectáculo.
No barco, as pessoas enganam o tempo com jogos no telemóvel ou consulta de novidades, enquanto eu observo o ambiente e registo em caderno. Neste desenho, chamou-me a atenção de uma senhora encostada ao poste que só queria descansar e fechar os olhos por minutos. Um descanso ao final de uma semana de trabalho.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Primeira publicação de 2020


Por vezes esqueço do meu blog. 
Ainda fará sentido publicar num blog quando temos Facebook e Instagram para publicações rápidas e textos concisos? 
Acho que ainda faz sentido. Este é um espaço para relexão, histórias mais longas e textos mais apurados. Permite escrever com mais atenção e ser um espaço para comentar assuntos mais intemporais ou importantes para a sociedade.

Por isso, continuarei a publicar. Mantenham os vossos blogues!

Desenho de uma travessia de ferry entre Lisboa e o Barreiro. Junto ao bar, espaço para conversas rápidas e umas minis para alguns mais sedentos.
Bom Ano 2020!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Coros de Natal


Na quadra de Natal gosto muito de ouvir os grupos corais nas igrejas. As belas vozes a ecoar naqueles espaços é maravilhoso.


Este ano consegui passar na Igreja Paroquial de Santo André e pela Igreja de Palhais, ambas no Barreiro. No sábado, o grupo coral TAB e o coro BVoice. No domingo pude ouvir o Coral do IPMA, o grupo coral dos Ferroviários e o grupo da Escola de Artes Torreense da Torre da Marinha (Seixal).


Num mundo cada vez mais confuso e cheio de barulho informativo. Haja oportunidade para estes momentos de apreciação do que é Belo.
A todos boas festas e um Bom Ano Novo 2019! 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Lisboa que vai mudando XII


Quase um ano depois, volto a desenhar os números 16C e D da Rua de Santa Marta.
No espaço em que esteve uma frutaria agora é a pizzeria Misura. A loja de estética ao lado fechou e ainda não há sinais de novo negócio.
Já fui experimentar umas fatias de pizza. A casa ficou totalmente diferente do que era. As pessoas que nos atendem são muito simpáticas. As mesas são de pé alto e o forno fica ao fundo. A montra para a rua faz muita gente virar a cabeça e olhar para as iguarias italianas.
Remodelação é um projecto de aquitectura da Darq2.

Em baixo, o desenho feito em 2017.


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Lisboa que vai mudando XI


Novidades na rua onde trabalho. Na antiga sapataria Caciano abriu uma "Luggage Storage" destinada a guardar as malas dos turistas em cacifos e também comprar uma pequena lembrança. A renda da loja é alta e não sei se o negócio dá para pagar as despesas, mas enquanto houver turistas, há lucros.
No número 128 da rua de São José, onde havia sido uma loja de antiquidades e uns tempos antes um cabeleireiro, o espaço foi renovado e agora é um espaço para aluguer de bicicletas e scooters vintage. Ficou bem bonito e as motos são lindas. Apetece alugar uma. 

Abaixo coloco o desenho feito em Janeiro quando a sapataria estava em liquidação e o senhor Caciano já tinha ido para um Lar.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Take Away no Restaurante Chinês


De vez em quando vou ao restaurante chinês Xin Yun, que fica no meu bairro, buscar refeições. É um espaço que se manteve apesar da quebra há uns anos deste tipo de comida. O Sushi japonês elevou o nível e muitos restaurantes chineses acabaram por fechar.
Quando lá vou acabo por ficar na conversa com o Sr. Chen. Ele tem a minha idade e aprendeu a falar português como auto-didacta. Pergunta sempre pelos meus desenhos e explico como/onde são feitos. Numa das últimas idas esperei um pouco mais, a casa estava cheia e acabei por desenhar o ambiente da sala.
Ainda desenhei noutra ocasião um quadro que lá está e procurei desenhar os caracteres chineses. O Sr. Chen corrigiu apenas um detalhe, mas disse-me que estavam muito bem. É sempre um prazer lá voltar para falar com ele. 


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Lisboa que vai mudando X


Perto de onde trabalho, entre a Rua de S. Marta e a Rua Rodrigues Sampaio está a crescer um edifício que deverá estar pronto nos próximos meses. Trabalho aqui há 10 anos e habituei-me a ver este espaço vazio, de um edifício antigo de 3 andares. Esse espaço era utilizado como estacionamento não oficial. Em 2011, o artista espanhol Aryz pintou um dos mais alto murais de Lisboa na parede do prédio ao lado, nesta esquina. Um belo desenho que fascina quem passa e pôe muitos turistas a tirar fotos. Este ano começaram as obras para a contrução de um edifício de igual altura e que irá cobrir esta obra. Para memória futura, aqui fica um registo antes que desapareça atrás de um outro hotel. Em frente, o edifício do antigo Montepio está a ser finalizado como Hotel.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Lisboa que vai mudando IX



De regresso à Rua de São José, num dia de muita chuva, protejo-me na entrada de uma garagem e aproveito para desenhar o edifício onde fica a sapataria Caciano. O número 132 apresenta uma montra com um amontoado de sapatos e a loja também está cheia de caixas. Quando vim trabalhar para esta rua em 2008, o Sr. Caciano estava sempre à porta a ver passar as pessoas. Nos últimos tempos e já com 90 anos, permanecia sentado à entrada. Depois deixei de o ver. Disseram-me que tinha ido para um Lar e que algum familiar estava a tentar vender parte da mercadoria com desconto. Não me lembro de ver algum cliente na loja, mas é uma casa com um formato obsoleto e o amontoado de caixas não ajuda. Tudo comprado pelo dono, num ano em que o iva iria subir e assim conseguir um valor mais baixo!
Neste dia, a roupa estendida estava toda encharcada com a chuva e não se via mais ninguém no edificío. Ao lado da sapataria, um antiquário que já havia desenhado.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Lisboa que vai mudando VIII


Subo à Rua de Santa Marta, onde me disseram que há uma frutaria que irá fechar no final de Dezembro. O edifício é bem bonito, faço uns traços e ainda durante a pausa de almoço vou falar com o dono. O Sr. Almeida diz-me que está ali desde 1980 e que esperou quase 2 anos para vender a sua loja. Está satisfeito pelo negócio. A loja é espaçosa e já conta metade das prateleiras vazias - vai ser uma pizzaria. Ao lado mantém-se um centro de estética.
Todos me dizem que o negócio das mercearias é muito complicado no centro da cidade, a faturação não chega para pagar as rendas actuais e as pessoas preferem as grandes superfícies. 
Para quem ficar a viver no centro, terá de se deslocar aos arredores de Lisboa para fazer as compras? Só me estou a lembrar de um Pingo Doce na rua 1º de Dezembro ao lado do Rossio.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lisboa que vai mudando VI


Na Rua de São José volto a subir e fico a desenhar o n.º 118 - um antiquário. Pela hora de almoço, apanho sempre a loja fechada, mas gosto de ver o mix de artigos na montra. 

Comecei o desenho no dia anterior e neste dia, na varanda do 1º andar, uma senhora estendia a roupa. Chamou o marido e quando cruzei o olhar com ele, sem dizermos nada, mostrei-lhe o desenho que fazia. Ele pergunta-me para quem era o desenho. Disse que era para mim e mostrei-lhe outro da mesma rua. Não sei se à distância ele conseguia ver algo, mas explicou à mulher a minha resposta. Foi para dentro e a mulher continuou a estender a roupa. Tive pena de não ter desenhado a cara do senhor a espreitar no meio da roupa. No andar de cima a roupa já secava ao sol.

Lisboa que vai mudando VII


Chego aos números 134-136 da Rua de São José. Há uns anos tomava aqui café de manhã no restaurante da Susana - "Solar de S. José". Depois foi vendido e os novos donos não conseguiram pegar bem no negócio. 
Foi de novo vendido e comprado por 3 jovens sócios que investiram num restaurante elegante, diferente e com comida criativa - "Sr. Lisboa". Já almocei lá e a experiência vale a pena, pela decoração e pelas mesas que são fogões. Até os wc estão bem giros. Não estou a tentar vender a ideia, mas é um caso que acho, encaixou bem na rua e no bairro. 
O prédio parece que ficou à espreita no meu caderno.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando V


Na minha descida pela Rua de São José, avanço umas casas e desenho o número 100. Queria conhecer a dona da mercearia "Festival dos sabores do Lima", que foi uma das lojas referenciadas num artigo do jornal O Corvo, sobre esta rua de Lisboa. 
Havia desenhado o edifício uns dias antes e hoje passei por lá a mostrar o resultado. Ela adorou e pediu-me logo uma cópia do desenho. Quando me havia visto a desenhar na rua, pensava que eu era um funcionário da Câmara.
A conversa foi agradável e contou-me de mais uma frutaria, mais acima, que vai fechar nos próximos tempos. Já trabalha ali desde os 11 anos e conheceu muitos dos que deixaram os seus negócios. Por enquanto vai resistindo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando IV


Continuando a descer a Rua de São José, chego aos números 138-140. Um edificío que tem a bonita leitaria "A Minhota", referenciada nas Lojas com História. O azulejo exterior é lindíssimo. Existe desde 1927.
A casa está um pouco desleixada, sem a preocupação de melhorar as montras. Não costumo ir lá beber café, sendo mais um ponto de encontro das pessoas mais velhas do bairro.
Faz esquina com a rua do Carrião e local de passagem de muitas pessoas, turistas e quem trabalha por aqui. O prédio ainda é habitado.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando III


Continuando a descer a Rua de São José, desenho os números 144 e 146. Prédio devoluto e degradado.
O número 144 era um antiquário que ainda cheguei a ver aberto com descontos de 50% com vista ao encerramento. Fechou há uns 3 anos.
Este edifício também foi adquirido pelo mesmo investidor para um possível hotel ou apartamentos.
Não consegui perceber o logotipo e o nome que está por cima da porta da loja.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Lisboa que vai mudando II


Ainda na Rua de São José, nos números 148 e 150, funcionou uma loja de instrumentos musicais. Fechou há uns 3-4 anos. A loja que chegou a ter cerca de 40 funcionários antes do 25 de Abril, tinha o R/C e o 1º andar. 
Quando vim trabalhar para esta rua, a actividade estava já muito reduzida. O Sr. Vítor ainda reparava alguns instrumentos. Via-o de manhã no café, sempre muito simpático e na conversa com outros logistas da zona. O café também já não existe.
No número 152, o portão de ferro é do armazém da mercearia do Sr. José. Os edifícios foram vendidos e daqui a uns meses tudo será diferente. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lisboa que vai mudando I

Depois de algum tempo sem postar nada no blogue, volto com um tema que observo diáriamente - a gentrificação dos velhos bairros de Lisboa. Assunto polémico mas que afecta muitas pessoas, pequenos negócios e a vida social. 

No festival de Óbidos "Latitudes" tive oportunidade de conversar com dois sketchers catalães, a Maru Godas e o Lluïsot. Um dos assuntos foi sobre o problema de Barcelona e a constante mutação dos bairros típicos. Eles juntam-se para desenhar as lojas que existem antes do seu desaparecimento e é isso que espero conseguir fazer também em Lisboa, no bairro onde trabalho.


No início de Setembro, na mercearia do Sr. Zé fiquei a saber que, ele e a mulher terão de saír do prédio até ao final do ano. Na rua onde trabalho, um investidor comprou uma série de edificíos para converter em hotéis e apartamentos. Nesta rua, paralela à Avenida da Liberdade, tenho assistido a grandes mudanças. Os turistas sobem e descem, há muitos hostels, restaurantes mais gourmet e as velhas lojas vão acabando.
Nesta mercearia, cujos donos estão ali há mais de 40 anos, compro a fruta para comer a meio da manhã. É com tristeza que os donos falam que terão de se mudar. Vão tentar manter-se no bairro, pois os seus clientes são todos dali. Não vejo mal na recuperação dos edifícios, mas não transformem tudo em hoteis.

A D. São que se encontrava à varanda pensava que eu era um funcionário da CML, de caderno na mão. Gostaram muito do desenho que fiz.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Urgência Pediátrica num domingo à tarde


Há uns dias tivémos de passar nas Urgência pediátricas do Hospital. O mais pequeno tinha-se magoado no braço. Num domingo à tarde. Na sala de espera pouca gente e a triagem foi rápida. O dia estava bonito e quente e o ambiente era calmo. Apanhámos a mudança do turno e demorou um pouco mais. Peguei num caderno e desenhei um pouco para passar o tempo. A mais velha pediu o caderno dela e também a desenhei. Sentada na cadeira da frente toda concentrada na janela atrás de mim. O tempo passou mais rápido. O braço do pequeno tinha apenas um pequeno rasgão nos ligamentos. Não havia problema. Felizmente correu tudo bem. E rápido.


quarta-feira, 1 de março de 2017

Aniversário do Avô Zé


É sempre uma alegria ver alguém de família festejar um aniversário, mas este foi especial. O Avô da minha mulher fez 98 anos e reuniu-se a família para festejar essa bela idade. Desafiaram-me a desenhar o homenageado e lá fiz um bem rápido. Acho que tirei uns anos a ele, mas em desenho quem manda é a nossa cabeça e como vemos as pessoas pelos nossos olhos. E sabe tão bem registar estes momentos de família em papel.
Parabéns Avô Zé!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Revisão Automóvel


Levar o carro à revisão é sempre um momento em que ficamos a pensar no que poderíamos estar a fazer de útil em vez de estar ali parados. Como tinha um compromisso pedi ao mecânico que tivesse o carro pronto antes das 11h00. 
Fiz o desenho a meio da operação e ele demorou cerca de 40 minutos. Mostrei-lhe o desenho no fim e disse-me que tinha sido rápido a fazer. Agradeci também a rapidez dele. Pelas 10h00 saí da oficina.

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