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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Num dia separados e no outro juntos.

Ontem foi feriado nacional, o 1º de Dezembro. Uma homenagem aos nobres que em 1640, se revoltaram contra o governo do Filipe IV de Espanha. A partir dessa data deixámos de estar integrados no império espanhol. Para nos lembrarmos dessa separação e da independência que tanto apreciamos, anualmente, festejamos este dia com as compras de Natal e uma ponte se o feriado fôr à quinta-feira. Poucos devem pensar no significado do dia, mas como é feriado, tudo bem.



Hoje, dia 2 de Dezembro, os primeiros-ministros de Portugal e Espanha, estão juntos em Zurique para mostrar como somos 2 países amigos e capazes de realizar um evento mundial. Curioso como no dia a seguir a homenagearmos os dissidentes, estamos ansiosos para que os nossos dois países sejam os vencedores da escolha da organização do Mundial de Futebol de 2018.
Tantos séculos depois da imagem que temos de Espanha, cada vez mais nos viramos para eles para conseguir alguma presença a nível mundial. Em tempos de crise, há quem pense em juntar esforços para uma União Ibérica, outros pensam que nos safamos melhor sozinhos e mais pequenos. Veremos o que nos reserva o futuro e o qual o motivo para termos TGV para Madrid. Ainda há razão para comemorar o 1º de Dezembro?

Logotipo daqui.
Mais informação sobre os outros candidatos aos mundiais de 2018 e 2022.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A outra festa em Espanha

Por estes dias a loucura em Espanha pela conquista do campeonato do mundo de futebol, está em todas as cidades e regiões. Na Catalunha andam um pouco contrariados e com razão depois da valente manifestação em Barcelona no sábado passado, pela decisão do Tribunal Constitucional sobre a Região como nação e a questão da língua catalã. Para o governo é um bom momento de promover a unidade do país.


Mas em Pamplona, as festas de San Fermin dominam esta semana. A loucura pela corrida à frente dos toiros e dias encharcados em vinho. Os americanos deliram com a fiesta.


Dão sempre fotos emocionantes e de várias partes da festa. Recomendo também a leitura do livro "O sol nasce sempre" do Hemingway. Li e gostei. O homem era um doido por estas festas. Alguns arriscam a vida.



Fotos daqui e daqui.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Um sorriso e uma voz

Fico em casa à pesquisa na Net enquanto o céu lá fora está cinzento e as notícias avisam-nos de mau tempo e alertas amarelos em alguns distritos. Fico a ouvir a entrevista do Carlos Vaz Marques na TSF com uma cantora basca que resolveu arriscar no Fado, cantado em espanhol. Romper tabus, mexer com a tradição e experimentar. Agrada-me a entrevista de Maria Berasarte cuja mãe galega a espicaçou para cantar a música tradicional portuguesa.

Procuro por imagens, entrevistas e reparo naquele sorriso que concilio com a sua maneira de falar, em português com sotaque. Simpatia, amor por Portugal e Espanha e uma paixão pelo Fado por influência dos pais. Acho que irei arriscar na compra do CD de estreia "Todas las horas son viejas" e ouvir esta voz, que me fez companhia numa tarde de vento e chuva.
Se para os espanhóis, nós somos hermanos, porque será que para os portugueses, eles são apenas nossos vizinhos? Gosto destas fusões que vão surgindo, em especial, na cultura. O que vou dizer, muitos portugueses não concordam, mas andamos há muito separados. Não sendo necessário uma união formal, mas apenas deixarmos de estarmos as costas. O passado está lá atrás não podemos andar a arrastar questões de invasões e escaramuças. As pessoas que têm irmãos também andam à porrada quando são miúdos e depois se apoiam e ajudam em adultos.
Quanto a mim, a Maria Berasarte ganhou um fã. A ver se todos nós nos conhecemos melhor e o que podemos contribuir para que isso aconteça. Afinal, as línguas são parecidas e não precisamos de esperar até 2018, para apenas realizar um campeonato do mundo de futebol em conjunto.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Pamplona

Pamplona. Esta semana são as famosas festas de San Fermin. Festas tradicionais, mas que se tornaram ainda mais famosas mundialmente com a publicação da excelente obra de Ernest Hemingway "O Sol nasce sempre (Fiesta)" em 1926. No livro, o cenário da festa serve como clímax de todo a história, mas são as corridas que entusiasmam milhares de turistas a andarem e muitos a correrem por esses dias de euforia e risco.
Todos os anos, contam-se dezenas de feridos e por vezes algumas mortes. A maior parte das vezes de jovens europeus ou americanos que querem colocar esse feito no seu currículo rebelde. "Agora posso ser um contabilista sedentário, mas na minha juventude corria à frente dos touros em Pamplona".

Desde 2002, a PETA e outras associações de defesa dos animais têm marcado presença nas festas. Protestam com marchas de pessoas em tronco nu para chamarem a atenção do mundo para a crueldade da festa.
Com o passar dos anos, esta marchas tem tomado força e hoje já rivaliza com as de San Fermin em popularidade. De um lado uma corrida que promove a virilidade e a loucura e de outro, uma marcha que promove um ambiente mais saudável, com muitos homens e mulheres a mostrarem a sua belíssima "saúde".
http://www.runningofthenudes.com/
Até quando irão continuar a fazer estas festas? Pelo menos enquanto houver touros...
O pior é que se não precisarem mais dos animais se um dia acabarem com as touradas. O touro passa a raça em vias de extinção?

Até lá aconselho um jogo que entusiasma da mesma maneira, a correr à frente do touro (http://www.miniclip.com/games/extreme-pamplona/en/) ou então vamos todos despir-nos por uma boa causa e divertirmos-nos com a festa em honra desse nobre animal.

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