terça-feira, 14 de abril de 2015

12 Abril - Dia dos Moinhos


No passado domingo foi o dia do moinhos e alguns estiveram abertos para visitas.
No Barreiro, um dos três moinhos da Alburrica, junto à estação dos barcos, esteve aberto para alegria do pessoal que passeia pelos passadiços junto aos antigos moinhos de maré do Tejo.
Esperámos pela hora de abertura. Um grupo de adeptos de fotografia esperava cá fora e mais alguns curiosos que vinham do seu passeio domingueiro.
Quando abriram a porta, vimos que o espaço estava vazio e apenas tinha uma velha escadaria junto à parede que subia ao andar de cima, que se encontra muito estragado.
Foi engraçado ver a reação das pessoas e a falta de motivos para fotografar.
Cá fora deu para desenhar um pouco as pessoas que aguardavam a abertura. O dia estava muito bonito.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Reabilitação Urbana em desenho



Uma tarde maravilhosa para fazer um encontro de desenho. O tema era a Reabilitação Urbana e a cidade de Lisboa tem tido nos últimos tempos uma grande desenvolvimento nessa àrea.
Aproveitei para desenhar um edifício que está a ser demolido em plena Avenida da Liberdade e que dará certamente lugar a um novo edifício. Achei curiosa a marca que esse prédio deixou no vizinho do lado e acabei por desenhar também as diferentes paredes. Algumas ainda com o papel de parede colado.




No fim do encontro, uma cervejinha, pasteis de bacalhau e um chouriço assado, enquanto fazíamos uns "duelos" de marcador e caderno. 


Agradecimento ao Nelson Paciência pelo convite para este 75º Encontro dos Urbans Sketchers Portugal.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Falar estrangeiro


Um café na padaria portuguesa dos Restauradores em Lisboa. Logo de manhã, oiço na mesa ao lado um casal de japoneses à gargalhada. A mulher ria a bom rir com o que o homem dizia. Naturalmente não percebi nada e apenas eles é que riam em todo o café. Quase parece uma arma secreta, isto de haver línguas que não entendemos nada. O mesmo sucederia se estivesse a contar piadas em português num café em Tóquio.
Normalmente, apanho algumas palavras em francês ou espanhol ou italiano e percebo o contexto dos grupos de turistas que falam estas línguas, mas é sempre tão estranho estar ao lado de alguém a falar e não entender nada. Podem simplesmente estar a comentar sobre quem está ao lado ou a contar os maiores disparates. Essa é também uma das grandes liberdades que sentimos como viajantes em países estrangeiros.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Actualizações constantes


Actualizações... Não há dia que não veja este aviso, no computador, no telemóvel...
Uma praga. Tantas vezes que temos urgência em consultar algo ou avançar com algum trabalho e o aviso surge para nos colocar na ordem e nos quer dizer noutras palavras -  "Qual é a pressa? Vamos fazer mais umas actualizações."
Outro dia deixei o telemóvel ficar sem bateria e quando voltei a ligar, tinha nove actualizações para fazer das mais diversas aplicações. Sem falar das actualizações do Java, que nos dão cabo da cabeça quando temos que trabalhar com sites das finanças ou estatísticas. Pior mesmo só quando nos esquecemos de alguma password das dezenas que temos de fixar.

Neste desenho, todas as pessoas que estavam à minha volta "toparam-me", até o rapaz de casaco verde já olhava para trás para ver o que se passava. Sempre mais complicado quando o ferry vai cheio ao final do dia e as pessoas esperam que os telemóveis façam as suas actualizações.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Olho ou não olho?


Enquanto esperava uma pizza para levar para o jantar, sento-me numa mesa e desenho o que vejo. Uma mulher está a jantar e consulta o telemóvel. Mais atrás, um cliente conversa com um dos pasteleiros.Um empregado pergunta-me se desejo algo e digo-lhe que aguardo uma pizza. Fico a desenhar.

Difícil é manter a concentração na pessoa desenhada, sabendo que ela vai topar que estamos a olhar. Foco o olhar ao perto e ao fundo alternadamente para disfarçar. Sem confiança para observarmos, não conseguimos fazer o desenho, a barreira do desconforto tem de ser ultrapassada, colocamos o pensamento no papel e não no que poderá acontecer se a pessoa perceber. Poderá ficar também desconfortável e mais estática ou querer ver o que estou a fazer. Poucas são as pessoas que têm a "lata" de o fazer e querer ver o resultado final. Só temos de pensar que não haverá problema, nem sentir intimidação a cada espreitadela.

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