Também quero ser turista


Turistas. Lisboa está cheia de turistas. Quando saio do escritório, passo por eles de calções e t-shirt e eu ainda de casaco e sapatos. São assediados nas ruas pelos empregados de restaurantes para uma refeição. Percebem logo qual a nacionalidade de cada grupo e a eles se dirigem na sua língua. Outro dia vi um deles a falar em japonês para um casal. Incrível como adquirem as frases específicas em várias línguas.

Outro aspecto que não me habituo é ver turistas a jantarem às 17h30, seja peixe grelhado, macarrão ou polvo cozido. São hábitos bem diferentes dos nossos, quando ainda levo ainda o lanche no estômago.
Dão sobretudo um colorido às ruas, nas roupas, na linguagem e na côr de pele camarão de alguns deles. Imagino sempre a figura que faço quando visito outros países e acabo por comer nos pontos mais turísticos. E penso nas refeições típicas do país, quando vejo as nossas típicas que são servidas cá. É igual em todo o lado.
Quando os vejo, apetece estar no lugar deles e sentir-me turista também.

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