Setembro

De volta à barafunda, às multidões. Primeiro de Setembro e muitos voltam das férias. No metropolitano de Lisboa, nota-se logo. Durante o mês de Agosto, ia acompanhado no metro por turistas estrangeiros. A diversidade de línguas, os calções e os mapas na mão eram a maioria dos utentes nas horas de ponta. Hoje, foi o regresso ao trabalho! Há muito que não vinha tão apertado, tão abafado, tão engravatado. Um ambiente de cara fechada e ensonada e ainda a relembrar as últimas horas de férias de Agosto. Outros irão agora, mas os que voltaram, custa a ver o ambiente cheio de cartazes de regresso às aulas, das greves (a dos barcos da Soflusa começou hoje e vai até 4ª feira) e do tempo que ainda está bom, mas já ando outra vez de gravata e sem as chinelas. Setembro parece-me o mês das últimas festas, da entrada para o Outono. Vejo outra vez as filas para comprar o passe, para almoçar. Abrem de novo as lojas e restaurantes e anda tudo a responder "As férias foram boas, mas curtas". Tempo de gravar as fotos no computador, revelar os rolos e mostrar os "álbuns" das férias aos amigos. Os jornais gratuitos estão de volta, mas falta o espaço para os ler nas carruagens do metro. Se o verão foi este ano cheia de notícias de assaltos e poucas dos incêndios e do calor extremo, agora em Setembro vamos apanhar de novo com a conversa política e futebolística. Já tenho saudades do Olímpicos e do Verão. Setembro não deixa de ser um excelente mês para férias. Para quem está aborrecido por voltar a trabalhar nesta altura, para o ano tira uma quinzena de Setembro e ainda vai ver as vindimas.

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