quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Viajantes - João Oliveira

Há pessoal que arrisca e concretiza um sonho. O João Oliveira largou o emprego, arrendou a casa e colocou a mochila às costas, sozinho. Viajou pelo mundo durante 17 meses e ficou a conhecer pessoas e muitas histórias. Começando no Irão e acabando no Brasil, passou por 23 países.
A notícia estava no Expresso online e cativou-me para saber um pouco mais sobre este viajante. Ele tem um site onde colocou as crónicas e muitas fotografias.

                          
Em pleno século XXI, mais pessoas perseguem o sonho de viajar sem ser em férias, uma viagem de conhecimento e exploração, uma viagem solitária. Há cada vez maiores possibilidades para fazer o mesmo. Voos mais baratos, maiores acessibilidades de transportes e comunicações pela internet. Venha um livro a compilar as aventuras.
Amanhã vai apresentar as suas aventuras numa conferência em Lisboa.

As fotos são do site do João Oliveira, em  http://www.emviagem.net/

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mats Magnusson

Hoje deu para matar saudades de alguns jogadores que via no antigo estádio da Luz, quando ia à bola com o meu pai e o meu irmão. Na altura a equipa tinha jogadores como o Valdo, Veloso e Rui Águas.
A SIC transmitiu o jogo de solideriedade a favor das vítimas do sismo do Haiti entre o Benfica com antigos e actuais jogadores e uma equipa composta por diversas vedetas internacionais, como o Zidane. O jogo teve momentos engraçados. Foi bom rever o Chalana a jogar, o Stefan Schwarz e até o Neno na baliza.
O momento alto, para mim, foi a entrada do jogador que conheci com o nome de Mats Magnusson, o excelente ponta-de-lança sueco. Grande marcador, esta noite, foi uma surpresa ver os quilos a mais e pernas a menos. Ainda chegou a caír sozinho, mas valeu a espera. Ali estava um jogador humilde que chegou a Portugal em 1987, desconhecido e que depressa começou a marcar. Vi o esforço que fez e o contributo que deu à festa. Grande Magnusson!

Um cartoon do Henrique Monteiro mostra muito bem as figuras do Jogo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"Pantanal" foi há 20 anos

Em 1990 estreava uma novela de enorme sucesso no Brasil. Lembro-me de a ver na RTP2 com uma imagem pouco nítida da antena de televisão. Quebrou com os temas normais das novelas que passavam e investiu num cenário ecológico com uma história sobre um boiadeiro que se apaixona por uma citadina e toda a sua família. O encanto da novela estava mesmo na utilização das imagens da natureza combinando músicas electrónicas e de violão. Ao som da chalana que subia o rio ou das caravanas de bois com as canções ao pé da fogueira. Para quem vê parece um slogan de viagens para a região pantaneira do Brasil.

A novela tinha sido recusada pela Globo e mais tarde a Rede Manchete avança com o projecto e torna-se o maior sucesso que chegou a bater a própria Globo. A Produtora não resistiu à falência e os direitos acabaram por ser adquiridos pela Globo. No Brasil já passou 4 vezes, incluindo a última à cerca de um ano que causou polémica por ter sido transmitida pela SBT.

O genérico é o meu "guilty plesure" e que podemos ver no Youtube fazendo suspirar algumas pessoas nostálgicas. Tudo muito natural e na natureza. Seria curioso ver por onde param alguns dos actores que tiveram sucesso e entretanto não apareceram mais. Já passam 20 anos.

Fotos daqui, daqui e também daqui.
Informação completa sobre o elenco aqui.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O filme do momento.

O Futuro do cinema discute-se hoje sobre formatos em vez dos conteúdos. Depois do cinema de animação ter optado pelo digital e mais tarde pelas imagens a 3 Dimensões, a indústria procura reproduzir o mesmo efeito no cinema de "carne e osso". Para fugir às piratarias e à Alta Definição que vai surgindo em cada lar, em cada computador, a produção de filmes vira-se para o grande ecrân a 3 Dimensões. Aproveitam para subir o preço dos bilhetes e vender mais uns óculos.

Lia outro dia sobre a descida do número de espectadores e da subida dos lucros das distribuidoras. Para menos pessoas interessadas em filmes, vai-se buscar mais dinheiro aos que se mantêm interessados. Também, com o tempo que tem feito, o cinema mantém-se o escape dos fins-de-semana nos centros comerciais.
Mas, todos achamos que o 3D veio para ficar. Falta saber se os argumentos também se mantêm frescos e interessantes ou então passaremos a ver jogos electrónicos no cinema.
Fica mais dificil para os actores que passam a representar em estúdios verdes e com tecnologia por todo o lado e ganham os produtores com menos saídas para o terreno.
O "Avatar" chegou mesmo para fazer história. Muita discussão tem gerado e muito se fala dos efeitos nefastos nos miúdos e na cabeça das pessoas. Acho que é uma questão de adaptação. Antes víamos dinossauros de plasticina a lutar, comboios a vir na direcção do ecrân e as pessoas fugiam. Agora, é o futuro. Vamos ver tudo a 3D.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Uma semana a discutirem o casamento gay

Ontem, toda a comunicação social estava concentrada na votação dos projectos de lei, na Assembleia da República,  para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Concordo com a opção que permite a uma minoria ter acesso à liberdade de escolha entre casar e não casar. Os heterossexuais também podem ou não casar, porque não estender essa opção a todos?
A minha chamada de atenção vai principalmente para os excessos nas rádios e nas televisões, sobre um assunto que está assumido por cada um de nós e que acabamos por enjoar as múltiplas opiniões que surgem por todo o lado, e que muitas vezes só faz descer o nível de linguagem. Há muitos mais assuntos que nos preocupam actualmente e que não são referidos. Infelizmente, há muita gente para quem este assunto passa ao lado e que apenas procuram sobreviver no dia-a-dia. A mim, deu-me para desenhar sobre o assunto.

Se a opção do referendo fosse para a frente seria uma frustação para quem teve a ideia e uma chatice para muitos que não iriam pôr os pés no dia da votação. Recordo bem a minha votação bem solitária numa escola, no primeiro referendo sobre o aborto.
Falta muita, mas mesmo muita informação e formação para os portugueses poderem discutir assuntos tão sérios e que não podem ser atirados para a rua levianamente. Gosto sempre daquela expressão que surge sobre "fazer um grande debate nacional" e adiar ainda mais para o futuro, decisões que outros países já tomaram e que podemos ver os resultados.
Que tal reflectirmos sobre o que queremos para o futuro, a nível individual e comunitária. O que podemos fazer para melhorar a vida de todos nós.

Começo o ano com reflexões. É a melhor maneira de afinar os pensamentos e começarmos a trocar ideias boas.

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