sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Enviei para o passatempo do Fugas...

"Acordar com frio no deserto... Havia começado na noite anterior com uma subida a uma enorme duna e a dureza de trepar enquanto se enterravam os pés na areia. Uma tagine de grupo ao jantar, apenas com uma fatia de pão como talher e uma conversa de horas sob um céu que aqui não se vê, enrolado em mantas.
Tanto frio! A sensação de acordar, a sentir a cabeça fria com uma almofada de areia... Num nascer do sol em pleno deserto marroquino, o que nos passa pela cabeça? É um lugar vazio, apenas areia e o céu. Uns pensam sobre a vida, lugar esotérico para análise de pensamentos. Outros pela felicidade de presenciarem um belo cenário que normalmente apenas vemos por outras lentes que não os nossos olhos. Não cheira a nada, corre uma brisa, aponta-se o olhar para leste.

O céu começa a ficar laranja, juntamos-nos mais para nos mantermos quentes e algumas palavras vão-se ouvindo de cada um de nós. Começam por ser sobre a temperatura, depois sobre a beleza do céu e depois... não há mais palavras. Procuro a máquina, registo o momento para mostrar a outros que não estão lá, porque os que estão, gravam este belo momento na memória das coisas boas. Quando o sol aparece, o calor começa a aquecer partes do corpo que ainda estão frias e dormentes. A sensação de conforto começa a percorrer todo o corpo. O sol já vai no alto e o meu pensamento vai para um chá de hortelã bem quente e bem doce para reconfortar o estômago. Enquanto percorro o caminho até acampamento revejo todo o filme da noite e do amanhecer. A foto apenas verei na volta, conserva-se na rolo á espera que a reveja e possa contar este momento a outros.
Já assisti a belos pôr-do-sol na praia e no campo, a alguns momentos de nascer do sol, especialmente das saídas que duravam até de manhã, mas este ficou na minha memória como um dos mais belos.
Pelo deserto, pela companhia com quem dividi o meu lugar num 4x4 durante uma semana e pela experiência que foi conhecer um país que aqui tão perto de nós, é tão diferente."

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Urban Sketchers


Para quem gosta de desenho e especialmente desenho sobre as cidades, a paisagem urbana, as pessoas, abre no início de Novembro um sítio que reúne trabalho de desenhadores de todo o mundo e de várias cidades do mundo onde habitam.
Este blog é uma extensão do grupo "Urban Sketchers" do Flickr que já existe desde Novembro de 2007, feito pelo jornalista e ilustrador Gabi Campanario de Seatle, EUA.
Temos alguns desenhadores portugueses como o Eduardo Salavisa e o José Louro, com imagens de Lisboa transpostas para o papel e com imaginação. Não esquecer em Novembro clicar aqui.
Desenho: Tin Salamunic, Richmond, Virginia

Relações virtuais com pessoas reais

Uma japonesa de 43 anos foi presa na semana passada por ter "assassinado" o seu "marido" num jogo chamado "Maple Story". Achei curiosa a notícia sobre a vingança virtual de uma mulher que soube do seu divórcio virtual que o seu
"marido" de 33 anos, que participava com outro personagem virtual.
Os jogadores, neste jogo podem arranjar
relações, conviver com outras personagens e lutar contra monstros.
A mulher pode apanhar até 5 anos de cadeia ou uma multa até 5000 dólares. Ela ficou furiosa quando soube que estava divorciada que foi à password dele e entrou no jogo de modo a poder matar a personagem, o avatar.
O homem queixou-se à polícia da morte do seu avatar e agora esta vingança do mundo virtual pode ter consequências na vida desta pianista.Não se sabe se esta mulher, provavelmente solteira na vida real, pode passar para a realidade, a sua vingança sobre este homem.
Com estes jogos sobre o mundo virtual, há pessoas que não distinguem e passam para a realidade o que
experimentam no mundo virtual.
Quando se dizia antes das pessoas que cuscavam sobre a vida do padeiro ou da cozinheira, que não tinham vida própria, hoje se pode dizer das pessoas que arranjam personagens em jogos virtuais, para poderem experimentar novas vidas, com outras características ou fazer o que não podem na vida real.Simulações de grandes vidas para não pensar nas tristes vidas reais é um problema social que no futuro poderá ter maiores consequências.
Pensar que um dia estaremos a tomar um copo, a conversar ou noutras acções, com pessoas do qual conhecemos o "boneco" e que podem escrever qualquer coisa como se fosse os próprios pensamentos. Traír o conjuge num mundo virtual equivale a fazer o mesmo na vida real??

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cidades debaixo da terra

Um documentário que tem passado no canal História, se não me engano às segundas e que me tem revelado imagens surpreendentes das entranhas das cidades. As cidades da velha Europa revelam túneis e catacumbas, as da América e Japão revelam os locais de sobrevivências a guerras, túneis para protecção e fuga.
O último que vi, o apresentador e a sua equipa estavam em Nápoles.
Estive lá no ano passado, mas não cheguei a ir ver as famosas catacumbas. Pois, nesse episódio, ele mostrava os imensos corredores e escadas que se encontram debaixo das ruas e de prédios antigos. Os cultos de adoração dos mortos que eram feitos na clandestinidade em túneis por debaixo de Igrejas.
A certa altura, a guia mostrou um local em que o túnel estreitava e que ela ainda não se tinha atrevido a espreitar, pois o apresentador, enfiou-se mais o cameraman para um túnel extremamente apertado e com o risco de Nápoles ser uma cidade com frequência de actividades sísmicas.
Mas o programa é feito com esse espectáculo do risco, um pouco de especulação, com histórias e mitos.
Na Wikipédia traz informação sobre todos os episódios até agora realizados.
Li num jornal que tencionam fazer uns pequenos episódios para o canal História sobre os túneis de Lisboa. A aparte da cidade subterrânea que muito poucos conhecem.
Já tive a oportunidade de ver as ruínas do fabuloso Teatro Romano e as catacumbas da Rua da Prata. Gostava de ver as do Jardim do Principe Real e demais que por aí há e ninguém sabe.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Festival BD da Amadora

Ele está de volta! Mais uma viagem ao reino da boa Banda Desenhada. Um festival com história e o ponto de encontro dos aficionados da BD Portuguesa e Estrangeira. Quero ver se vou lá este ano. Dedicada à BD de ficção científica.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Visitas de fora... da Terra!

Li no Expresso, a história de um OVNI que em 1991, teria feito uma rasante a um avião da Alitália quando sobrevoava a cidade inglesa de Kent. Mesmo uma estação de televisão local apresentou uma história de um rapaz de 14 anos que afirmava ter visto o mesmo objecto que o comandante do avião, Achille Zaghetti, teria visto. Segundo as duas versões, era um objecto com formato de míssil de cor castanha. O comandante ficou na altura tão assustado que gritou "cuidado, cuidado!" para o seu co-piloto. O rapaz afirma que o objecto desapareceu entre as nuvens.Esta é uma das revelações do Ministério da Defesa Britânico sobre avistamento de OVNI's entre os anos 80 e 90.Há muitas estórias sobre avistamentos de OVNI's, mas provas em concreto não há. Os filmes são sempre muito mal filmados e difusos, as fotos são sempre tiradas muito ao longe. Tal como no post com que iniciei este blog, os homenzinhos verdes andam por aí. Alguns conseguem-nos ver pela janela da sala, outros enquanto andam pelos céus ao comando dos aviões.Gosto da observação do Calvin, quando afirma, que se há vida inteligente lá "fora", ela faz muito bem em não se dar a conhecer e não seguir o exemplo da Terra e dos seus habitantes, no modo como tratam a própria casa. Qualquer um teria medo de avistar um humano. Assim, vão circulando pela noite, andando a pisar campos de cereais, de vez em quando a dar formação em construção de pirâmides a Egipcíos e Maias, a raptar montes de americanos. Será que na China, alguma vez houve um avistamento de OVNI? Os países maiores têm mais espaço para aterragem de naves espaciais... Continuamos a olhar para o céu a ver se estamos sozinhos neste universo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mais um filme polémico...

O cartaz que abaixo apresento foi censurado pela rede de transportes de Madrid, por causa da imagem. O cartaz a anunciar o filme "Diário de uma ninfomaníaca" foi censurado nos outdoors do metro e proibido nos autocarros. Acaba por ser uma maior publicidade para ir ver o filme. Todos sabemos que o polémico é o mais apetecido. O filme é a adaptação do livro da francesa Valérie Tasso. O livro foi um best-seller e passou para o cinema pelas mãos de Christian Molina. A estreia estava marcada para a sexta-feira passada em Espanha. Lembrei-me da censura feita ao quadro que serve de fundo aos discursos do Berlusconi, que já havia falado anteriormente. Por mais aberta que se torna a sociedade, há-de sempre haver textos, imagens, filmes polémicos.Imaginando o metro de Madrid com os cartazes cobertos com uma faixa preta, ainda levanta maior curiosidade para vermos o que esconde. Neste caso é uma mão de mulher que se encontra a escorregar para dentro da própria lingerie e o resto é a nossa imaginação. Será que o filme estará à altura da expectativa criada por alguns. O livro esteve. Muitos foram os livros que foram surgindo sobre histórias de jovens, algumas universitárias, que se sentiram atraídas pelo mundo do sexo e da prostituição. Descobre-se um nicho com um tema picante e daí vem uma catadupa de estórias que envolvem sexo, mulheres e homens com poder e dinheiro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Kindle e Readius vão ser as nossas estantes?

Na Feira de Frankfurt, que decorre por estes dias, discute-se o futuro do livro. Li no Público que o futuro passa pelo livro em formato digital. Foi apresentado mais um gadget para a leitura de textos que também é um telemóvel, o Readius. Mais uma tentativa para cativar leitores. A possibilidade de andarmos com centenas de livros na mão e lermos em qualquer lado é aliciante, mas será agradável estar sempre a carregar as baterias, para continuarmos a ler? Mas também é um enorme alívio para milhares de árvores que são abatidas para imprimir livros em papel. Quando temos centenas de livros em casa a encher de pó e que provavelmente não iremos ler mais, não pensamos que são milhares de folhas que serviram apenas uma vez. Claro que podemos emprestar ou trocar o livro com alguém e de novo o objectivo da leitura volta ao livro. Fala-se que dentro de 10 anos, haja mais livros em formato digital. O Kindle está aí a conquistar adeptos. Faz-se downloads de dezenas de livros e ficam mais baratos a quem os compra. Não pagamos o material, apenas o conhecimento transmitido pelo escritor. Perde-se o hábito de folhear os livros novos, sentir o peso e o cheiro das páginas. Questões que se colocam: Como pedir um autógrafo a um escritor de um livro digital? Quando temos convidados em casa e andam a perscrutar os nossos livros, passamos a ter de os mostrar em lista num ecran?

Como tudo o que é tecnologia acabaremos por nos adaptar e criar novos hábitos. Quem há uns anos pensaria que estaríamos a enviar mensagens escritas por um telemóvel...
Provavelmente o futuro será o de carregar livros em formato digital para um Kindle 5.0 ou um Readius 7.2 e depois esse livro será lido em voz de máquina para podermos continuar a "ouvir" o livro enquanto mandamos mensagens aos amigos ou jogamos on-line. Poderemos assim ir a conduzir em viagens longas e a ouvir um livro à nossa escolha, ou as notícias de um jornal.



Recomendo a leitura do blog Ciberescritas da jornalista Isabel Coutinho sobre este assunto.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

As viagens de Michael Palin

Há 20 anos, o popular actor, comediante, escritor e apresentador de televisão, refez a volta ao mundo em 80 dias. Repetindo a história de Jules Verne, conseguiu com muito esforço e sem o uso de aviões, dar a volta ao mundo dentro do prazo dos 80 dias.
Recebi uma newsletter que o Michael Palin e a equipa vão fazer um especial sobre esse documentário.
Lembro-me muito bem de o ver na RTP1. O seu humor, o seu gosto por viagens cativaram muita audiência para os documentários da BBC. Muitos anos depois dos Monthy Python que o tornaram famoso, encetou no final dos anos 80, uma série de documentários que o tornaram ainda mais famoso como viajante. Em português apenas encontrei o livro "Sahara" sobre a sua grande viagem pelo maior deserto de Àfrica.
E não mais parou de viajar com os seguintes programas:

  • "Pole to Pole" (1991) - Viajando do Pólo Norte ao Pólo Sul, indo pelo máximo de terra ao longo da longitude 30º.


  • "Full Circle with Michael Palin" (1996/97) - Circularização de todo o Oceano Pacífico.


  • "Michael Palin's Hemingway Adventure" (1999) - Retratando todos os países por onde andou Hemingway.


  • "Sahara with Michael Palin" (2001/02) - viagem pelo maior deserto da Terra.


  • "Himalaya with Michael Palin" (2003/04) -Viagem pela região dos Himalaias e entrevista ao Dalai Lama.


  • "Michael Palin's New Europe" (2006/07) - Viagem pela Europa de Leste e registando as mudanças nos países da antiga Cortina de Ferro.

Os documentários são da qualidade BBC e contamos sempre com o humor, a curiosidade, a humanidade deste actor que se tornou um grande viajante. Não me irei esquecer que ele visitou os canais de Veneza na barca do lixo, para ver os canais que os turistas não conhecem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dançando com Zorba

video

Zorba, Alexis Zorba. Uma cena inesquecível e um filme de culto. Uma grande interpretação de Anthony Quinn. Ontem enquanto escrevia no computador, ouvia a banda sonora do filme e resolvi recordar a cena final. Um fim perfeito para um filme de personagens, um excelente argumento e música de Mikis Theodorakis. Alan Bates e Irene Papas também em grande destaque. Um filme a preto e branco de 1964, quando já a côr dominava, mas que a história de Nikos Kazantzakis dominava numa ilha perdida da Grécia. A rever!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sonno Elefante de Giorgio Fratini

No passado dia 5 de Outubro, no festival de BD de Roma (Romics 2008), foi eleito como melhor livro de BD italiano, a banda desenhada "Sonno Elefante, as paredes têm ouvidos" do italiano Giorgio Fratini. O livro publicado em Portugal pela editora Campo das Letras, conta uma história sobre o local onde funcionou a sede da PIDE, durante o Estado Novo. O edifício da Rua António Maria Cardoso, que esteve ao abandono depois do 25 de Abril, foi transformado num condomínio de luxo.Esta transformação foi polémica e procurou-se salvaguardar a memória das histórias de tortura e vigilância, em homenagem a quem teve a infelicidade de lá ir parar durante o período que antecedeu o 25 de Abril.
Esta polémica motivou o autor italiano de 31 anos, que por cá passou em 2000, quando fazia o programa Erasmus do curso de Arquitectura. Envolveu também pesquisa na Torre do Tombo, no Centro de Documentação 25 Abril da Universidade de Coimbra e no arquivo fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa.
Curiosa a forma, como uma história se desenrola à volta de um edifício de má memória para muitos portugueses. O nome da rua ficou sinónimo de medo e perseguição. É necessário revisitar momentos da nossa história que ficaram abafados como temas tabu. A história de um povo é feita de bons e maus momentos.
Todos fazem parte da nossa experiência colectiva e é necessário desmitificar de vez medos e romantismos exagerados.
Em 2006, no festival BD da Amadora, o livro "Salazar, agora na hora da sua morte", de João Paulo Cotrim e Miguel Rocha, havia vencido o prémio de melhor BD e agora uma BD italiana sobre o mesmo período, sobretudo sendo uma visão de um estrangeiro e mais imparcial.
Parabéns à BD e a Giorgio Fratini!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nobel da Literatura e outros

Chegamos a Outubro e divulgam-se os prémios literários de 2007 em diversos países. O mais importante, ou antes, o mais mediático desses prémios é o Prémio Nobel da Literatura.
Tão importante que alguns escritores sonham com a almejada medalha com o perfil do senhor Nobel e outros dão-lhe pouca importância. Provavelmente, por nunca a conseguirão ganhar. Um deles, em 1964, recusou o prémio. Jean-Paul Satre foi um rebelde nesse sentido. Os últimos prémios têm sido entregues todos, a 10 de Dezembro de cada ano. Data da morte do inventor que dedicou a sua fortuna ganha com a invenção da dinamite a causas mais nobres e a descargo de consciência pelo mal que a sua invenção iria causar à humanidade.
Na próxima quinta-feira saberemos quem ganhou o Nobel deste ano. Há muitos candidatos eternos, como o foi Saramago durante anos até o ganhar em 1998. Não teve mais descanso na carreira e teve de se afastar para a ilha de Lazarote para conseguir continuar a escrever.
Alguns escritores não aceitam os prémios para se manterem no seu canto a escrever e sossegados. Evitam todo o espectáculo mediático, conferências de imprensa, festas de lançamento, para poderem escrever à vontade e no seu isolamento normal.
Listas de candidatos têm sido divulgadas com escritores como Joyce Carol Oates, Philip Roth, Thomas Pynchon e Don DeLillo. O Israelita Amos Oz também é um possível ganhador. Ora aqui entra outro aspecto, talvez o mais importante. Não tirando o mérito e a qualidade dos escritores, o aspecto político da escolha é muito importante. Um escritor polémico, um escritor conotado com algum partido ou religião. Os governos ficam inchados com a escolha de escritores dos seus países, mas o principal é elogiar a qualidade dos bons escritores que a humanidade deu e conhecê-los através da leitura das suas obras, muitas vezes desconhecidas em diversas línguas. Temos vindo a conhecer traduções de grandes escritores que viram o seu nome aparecer nas montras das lojas. De outro modo, estaria na "tômbola" de escolha de entre milhares de escritores que existem. A divulgação destes prémios são importantes como filtros para o comum dos cidadãos reconhecer excelente material escrito de todos os outros que surgem que nem cogumelos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A Premiére está de volta!

A grande revista do cinema está de volta! Fiquei muito contente por ter voltado às bancas a revista portuguesa especializada em cinema e que havia sido interrompida em 2007. Num tema em que há poucas publicações em Portugal, limitando-se apenas a ser comentada nos suplementos dos jornais diários e semanários, é uma excelente notícia que esta revista volte em força para divulgação do cinema que estreia em Portugal, assim como as produções nacionais. Não é tarefa fácil no nosso país, falar sobre filmes que estão sempre a ser alterados na datas da estreia, que passam por salas minúsculas e por pouco tempo. A catadupa de estreias, faz com que alguns filmes de qualidade não cheguem a aquecer os ecrâns das poucas salas onde passam. O cinema americano continua a dominar, mas há sempre uns resistentes europeus e asiáticos. O crescimento dos festivais de cinema tem ajudado a criar novos aficionados do cinema. Cinema francês, cinema documental, terror e animação, têm trazido para algumas salas visões diferentes do cinema que é feito a nível mundial. Sei que as pipocas vieram para ficar (prefiro a companhia de uns M&M's) e que algumas pessoas consideram a sala de cinema uma extensão da rua com o atendimento de chamadas em pleno filme, a troca de sms e a conversa sobre outros assuntos com a mostra de fotos nos telemóveis... Chego à conclusão que os bilhetes não estão suficientemente caros, pois há quem vá e não ligue nenhuma ao filme que passa.Por curiosidade, a Premiere abre a 2ª série de publicação com o Brad Pitt, o mesmo actor que foi capa da n.º1 em Portugal. Um grande apoio à equipa que possibilitou a volta desta revista e que dure uns anos bons...
Bom cinema!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Depois de as viver, escrever A minha fuga mais feliz

Leio há muito o suplemento do Fugas e até já enviei uma história para lá. É sempre um bom exercício, o de escrever as viagens que nos marcaram, os passeios que não nos saem da memória. Assim, vão até ao blog do Fugas e deixem uma pequena história de algum momento de felicidade bem vivido.